Sem Limites



(Limitless - Dir. Neil Burger)

Sem Limites é o filme mais recente de Neil Burger, mesmo diretor do fraco O Ilusionista e A Morte de George W. Bush, que ainda não vi.  Apesar de ser completamente diferente de seu trabalho anterior, é tão fraco quanto. Utilizando uma premissa criativa sem qualquer esforço ou inteligência, o diretor realiza mais uma obra decepcionante e sem foco. Bradley Cooper interpreta o escritor azarado que recebe uma droga experimental que permite utilizar 100% do cérebro. Durante todo o filme, porém, o sujeito resolve utilizar este dom na bolsa de valores e... só.

 No início, o filme dá sinais de criatividade, e especialmente o primeiro momento em que o personagem descobre o efeito da droga ao conversar com a esposa do síndico do prédio é promissor. Mas não haverá um segundo sequer depois dali tão divertido e bem realizado. O diretor se esforça bastante na parte visual, e o efeito na cena dos créditos é interessante, mas é utilizado tantas vezes durante o filme que cansa. Além disso, a trama não consegue equilibrar bem o tom cômico, romântico e tenso que precisava para funcionar.

Sem Limites é até interessante quando, talvez intencionalmente, sugira que sua história é uma metáfora sobre o vício em drogas, como a abstinência do protagonista no escritório da ex-mulher, mas isso jamais se torna algo desenvolvido, mesmo sendo um detalhe interessante. 

Cooper é um ator carismático, e até segura bem o personagem: mesmo que suas ações se tornem cada vez mais arrogantes e desagradáveis, jamais nos sentimos "afastados" dele. Por outro lado, apesar do cérebro funcionando em sua totalidade, a quantidade de furos na história que se equivalem a verdadeiras burrices por parte do personagem não são poucas. Considerem que o principal conflito do filme surge na trama com o bandido que empresta dinheiro ao protagonista: todo o conflito surge porque o bandido quer o seu dinheiro de volta. Se ele conseguiu mesmo milhões em questões de dias, porque diabos não pagou o sujeito e, assim, evitou o único obstáculo em todo seu caminho?

E sério: eu não precisei de 5% do cérebro pra pensar nisso. E aparentemente, os realizadores usaram menos ainda.

NOTA: 3

1 comentários:

alan raspante disse...

e o assassinato sem explicação??

mas, enfim, achei um filme interessante e com uma boa proposta, mesmo que desperdiçada. gostei bastante do visual.

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