Sobrenatural


(Insidious - Dir. James Wan)

Logo de início, Sobrenatural se apresenta como uma homenagem aos filmes de terror dos anos 80, como Evil Dead ou Poltergeist, graças a sua abertura divertida. Infelizmente, apesar do bom clima criado no início, não demora muito tempo para percebermos o óbvio. James Wan não está nada perto de Sam Raimi, nem Tobe Hooper. E se o próprio Raimi errou na sua volta ao gênero, com o mediano Arraste-me Para o Inferno, o que esperar de Wan, cujo melhor trabalho foi o apenas correto Jogos Mortais?

Com roteiro de Leigh Whannell (também de Jogos Mortais, e produzido por Oren Peli (o diretor de Atividade Paranormal), Sobrenatural conta a história de um garoto que, sem mais nem menos, entra em coma. Seus pais acabam descobrindo que a alma do garoto está em outra dimensão, e ele está sendo perseguido por espíritos, incluindo Lady Gaga vestida de Darth Maul, com pés de bode.

Patrick Wilson e Rose Byrne interpretam os pais. Os dois atores são excelentes, mas são coadjuvantes de luxo que precisam desesperadamente atuar em projetos melhores. Aqui, fizeram mais um trabalho competente, e ilustram bem o desgaste do casal diante da situação (a melhor idéia desperdiçada pelo roteiro é o distanciamente que o pai cria da família quando os sustos começam), mas da metade pra frente, a sensação é que para o diretor poderia ser Ashton Kutcher e Paris Hilton ali que não faria a menor diferença: o negócio são os fantasmas. Os personagens que se danem.

É quando o filme tenta soar engraçadinho demais que despenca de vez. Os caça-fantasmas nerds são uma idéia divertida, mas não contente com a idéia inusitada, o roteiro obriga um dos personagens a soltar uma referência de ficção científica, como se dissesse "Uau! Viram como ele é nerd mesmo?". E é uma pena que em meio a criatividade visual que Wan aplica, utilizando filtros na lente, stop-motion e outros recursos em diversos momentos, o filme caia na chatice de assustar o público com a trilha sonora que vai ao último volume. 

Particularmente, eu me assustei vendo Sobrenatural, mas eram sustos frustrantes. A trilha sonora crescia, eu dava um pulo na poltrona, e na tela, uma ação desinteressante. Aliás, a única aparição digna de nota no filme, é o fantasma de uma criança que surge rebolando uma música antiga, uma cena de rachar o bico. Talvez se apostasse 100% no humor, o filme fosse melhor. Afinal, seu desfecho apresenta uma idéia bacana, apesar da execução esdrúxula. 

No final das contas, James Wan fez um filme para relaxar depois de Jogos Mortais (que ganha algumas citações visuais aqui). 

Relaxou. E demais.

NOTA: 4

6 comentários:

Rafael W. disse...

Teve um amigo meu que ficou tremendo de medo desse filme. E o trailer me chamou a atenção, me deu uns calafrios e tals... Mas é ver pra crer, não é?

http://cinelupinha.blogspot.com/

João Marcos Flores disse...

Não escreve mais?

Anônimo disse...

Cadê você?

alan raspante disse...

Cadê você, Tiago??

Thiago Priess Valiati disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Anônimo disse...

OIIIIIIIIIIIIII

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