Uma Manhã Gloriosa


Uma Manhã Gloriosa foi escrito por Aline Brosh McKenna, a mesma roteirista dos bacanas O Diabo Veste Prada e Um Caso a Três, e dos fracos Vestida Para Casar e Leis da Atração. O que todos esses filmes tem em comum não é difícil perceber: são todas comédias românticas. O problema é que Uma Manhã Gloriosa, assim como O Diabo Veste Prada, seria um filme muito, mas muito melhor se não sentisse a necessidade de enfiar um romance no meio da história. 

Começa muito bem. Até surpreendente, ao mostrar de forma eficiente e econômica o cotidiano de Becky Fuller (Rachel McAdams). Produtora de um programa matinal de TV, ela acaba sendo demitida, quando esperava uma promoção. Ela acaba recebendo uma proposta de emprego em Nova York para trabalhar no pior programa no mesmo horário da TV. Com uma equipe desmotivada e apresentadores excêntricos, ela decide chamar o respeitado jornalista Mike Pomeroy (Harrison Ford) para trabalhar no programa, algo que ele enxerga como uma vergonha para sua longa carreira, mesmo sendo contratualmente obrigado a trabalhar.

Ah sim, no meio disso, Becky conhece o produtor Adam (Patrick Wilson) e logo os dois estão apaixonados. 

E porque? Nada contra Patrick Wilson (que devia estar procurando papéis melhores depois de Watchmen), mas o romance é tão forçado para se encaixar na trama que poderia, sem qualquer prejuízo, ter ficado na sala de edição. A cena inicial, que mostra um encontro entre Becky e outro sujeito é perfeita para estabelecer a dificuldade da protagonista em estabelecer relações fora do trabalho, mas seu romance com Adam é trabalhado de forma irritante e preguiçosa. Mas que o roteiro acerte em evitar um romance entre Becky e Mike já deve ter exigido um esforço considerável de Aline Brosh McKenna (que não contente, ainda cria um último e desnecessário romance pouco antes do final).

Rachel McAdams é linda, carismática e boa atriz como poucas, e faz um belo trabalho aqui. Harrison Ford está divertido, e Diane Keaton é completamente deixada de lado pelo filme, mesmo antes da entrada de Ford em cena. Está tão secundária que chega a dar dó. Fechando o elenco, John Pankow e Jeff Goldblum fazem bons trabalhos, mesmo quando o segundo é boicotado pelo roteiro. 

Dirigido pelo competente Roger Michell, Uma Manhã Gloriosa seria um filme muito melhor sem seus desnecessários devaneios românticos: seria uma ode divertida ao que a televisão tem de pior. Mesmo assim, saiu um filme divertido, mas tão esquecível quanto o programa de TV que a protagonista trabalha. Mas, como diz a teoria defendida pelo filme, isso também tem seu mérito.

NOTA: 7

1 comentários:

Alan Raspante disse...

Eu estou afim de conferir. Gosto de comédias e o elenco me anima. Interessante ver que o filme vem obtendo críticas positivas em terras tupiniquins, hehehe

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