Dear Zachary: A Letter to a Son about his Father



NOTA: Não consegui encontrar uma maneira melhor de escrever sobre esse filme do que dividindo o texto em duas partes. Sendo assim, peço que só leia a segunda parte quem já assistiu o filme, já que estará repleto de spoilers e informações que é melhor não saber antes de vê-lo. E garanto: é importante não saber o que ocorre no ato final de Dear Zachary antes de assisti-lo. Portanto, como o filme nunca foi lançado no Brasil, aqui está um link para que vocês possam baixá-lo.

Dear Zachary: A Letter to a Son About his Father é um documentário que foi lançado em 2008, mas nunca no Brasil, cujo mercado de lançamento nesse gênero é um mistério: por um lado obras como esta, que geram enormes discussões nunca chegam, enquanto porcarias como Restrepo são lançadas. De qualquer forma, o importante é que sempre li muito sobre o filme, pois sua idéia havia me cativado, e nunca ter encontrado o filme para download. Pois bem: há duas semanas encontrei, e o assisti no mesmo dia.

Nada, absolutamente nada poderia me preparar para o que eu veria.

Dear Zachary representou a experiência mais devastadora que já tive com um filme, seja ele de qualquer gênero. Já conferi inúmeros documentários emocionalmente desgastantes e provocativos, como O Homem-Urso ou Na Captura dos Friedmans, mas minha reação com Dear Zachary é indescritível. Tanto, que sempre escrevo religiosamente sobre TODOS os filmes que assisto, independente de sua qualidade, relevância ou o tamanho de seu público. Mas eu simplesmente não conseguia racionalizar ou descrever absolutamente nada.

Logo, decidi que deveria ver o filme mais uma vez antes de escrever sobre ele, algo que já fiz antes com Cisne Negro, por exemplo. Se na primeira vez, havia assistido Dear Zachary com minha mulher (que jurou nunca mais chegar perto do filme), desta vez assisti sozinho, até que meu filho resolveu que queria dormir no meu colo, me obrigando a assistir com ele. Porque isso é ruim? Explico:

Andrew Bagby era o melhor amigo do cineasta Kurt Kuenne desde a infância, tendo inclusive, atuado em quase todos os filmes feitos pelo amigo na infância e adolescência. Mas Andrew acabou sendo assassinado com cinco tiros pela sua namorada na época, Shirley. Kurt então, resolveu fazer um último filme protagonizado pelo amigo: um projeto pessoal, entrevistando pessoas próximas a Andrew e utilizando as muitas filmagens que tinha de Andrew.

No meio do projeto, a surpresa: Shirley estava grávida de Andrew. Enquanto David e Kathleen Bagby (pais de Andrew) começam uma luta na justiça pela guarda de Zachary, Kurt muda o conceito do documentário: agora, o filme será uma forma de Zachary conhecer seu pai.

Começa aí, o que só posso descrever como a declaração de amor mais linda que já vi em toda minha vida. Ao mesmo tempo em que explora o absurdo da situação (Shirley acabou sendo solta em circunstâncias inacreditáveis), o que realmente importa é o enorme carinho que Andrew claramente despertava nos amigos, e em Kurt. Por onde o cineasta passa, não há ninguém que não possua uma história emocionante com Andrew, e que não desejasse conhecer e compartilhar de suas histórias com Zachary.

E a partir do momento em que David e Kathleen consegue a guarda de Zachary, o filme muda: o que parecia apenas absurdo, se torna repulsivo. Quando Shirley finalmente é presa, os Bagbys são obrigados a conversar com ela, a mulher que matou seu filho, quase diariamente, já que os constantes atrasos da justiça prejudicariam os seus esforços em cuidar da criança.

Mas quando Kurt finalmente encontra com Zachary... é difícil conter as lágrimas apenas de lembrar da cena. E se há algo que o cineasta faz tecnicamente, e que é admirável, é como ele utiliza a montagem para salientar a tragédia que representou a perda de Andrew em sua vida: no momento em que relata a importância de sua amizade, coloca um trecho em que os dois, ainda crianças, encenam um momento em que Kurt declara ao amigo que "irá viajar no tempo, e evitar que você morra".

Porém, se você pensa que eu posso ter contado coisas demais sobre Dear Zachary, acredite: uma mudança brusca no tôm do documentário que surje em seu ato final não é apenas completamente inesperado, como também demonstra o que o filme realmente representa. E como não posso contar o que é isso para quem não assistiu, o que representaria um spoiler gigantesco, tampouco posso deixar sem comentá-lo. 

Portanto, aqui encerro a primeira parte do texto sobre Dear Zachary, e a partir do próximo parágrafo, só leia quem já assistiu o filme pois, novamente, é crucial que o espectador seja surpreendido pelo filme, e somente pelo filme.

NOTA: 10

O ato final de Dear Zachary

Por mais que Dear Zachary seja um documentário extremamente eficiente até o momento que descrevi, o fato é que a sensação de que algo está errado ocupa todo o filme. E essa sensação não demora para ser correspondida: Shirley mais uma vez é solta, e divide a guarda com os Bagby, em momentos particularmente terríveis, os pais de Andrew são obrigados a conviver com a assassina dele, como se ela fosse um membro da família.

Se isso ainda não fosse terrível o suficiente, o choque: Shirley cometeu suicídio. Levando Zachary junto dela.

Reconhecendo não apenas a gravidade da situação, mas o choque que isto representa para o público, Kurt enche a sequência de imagens rápidas e um som insuportável, que dialogam perfeitamente com a sensação de esgotamento emocional que surje. A partir daqui, Dear Zachary se transforma de uma obra extremamente sensível, numa obra forte, revoltante. 

O que dizer do depoimento de David, quando ele ilustra o que deveria ter feito: matado Shirley quando tinha a oportunidade (Algo que até mesmo o padre da cidade reconhece que "Faz sentido")? E porque ele não fez isso? Por confiar cegamente na justiça, que permitiu a uma condenada por um assassinato premeditado de circunstâncias cruéis ficasse solta da cadeia. No final das contas, Dear Zachary é uma história sobre como o governo canadense e norte-americano permitiu que uma criança de apenas um ano e poucos meses fosse assassinada. 

Mas mais do que isso: porque Kurt Kuenne continuou fazendo o filme?

Não apenas todo o processo de filmagem foi emocionalmente exaustivo, e durou cerca de sete anos (da morte do amigo, até a finalização), como o principal (e belíssimo) objetivo do filme simplesmente acabou. 

Afinal o cuidado do cineasta pode ser sentido em todos os detalhes: utilizando a característica mais marcante de Zachary, que "odiava dizer tchau", ou a frase de um amigo de Andrew que "ele nunca se atrasava" para marcar o momento de seu assassinato e de seu parto prematuro, o cuidado na montagem de Kuenne (que dirigiu, produziu, montou e compôs a trilha sonora) é extraordinário. Ao alternar o Certificado de Nascimento, junto com o de Óbito de Zachary, e a tristeza da proximidade das datas para salientar a tragédia, o mais terrível talvez seja o momento em que o diretor faça uma montagem em que alterna dois momentos de David e Kathleen: quando descrevem o reconhecimento do corpo de Andrew, com o de Zachary, ainda mais impactante com o uso de imagens da infância de Andrew (algo também utilizado na descrição do crime: ao dizer que Andrew levou tiros no pescoço, nuca, costas, etc, Kuenne mostra fotos destas partes de Andrew quando criança).

E é então que o próprio cineasta parece sentir a necessidade de responder ao público porque ele havia continuado com o filme: reconhecendo que a morte de Zachary quase o fez desistir da produção, ele resolveu então dedicar a obra a David e Kathleen, os pais de Andrew que, depois de duas tragédias seguidas, tendo o filho e o neto morto pela mesma mulher, em situação que a justiça cooperou para que acontecesse, Kathleen dedicou todo seu tempo para aprender Direito, se especializando em direitos da criança, enquanto David começou uma campanha política pedindo mudanças na lei, baseada nos furos que permitiram a morte de Zachary, escrevendo um livro sobre o caso que se tornou best-seller.

Como estes dois arranjaram forças para continuar, para mim é um mistério. E usam estas forças em benefício de outros, torna suas jornadas extraordinárias e dignas de todos os méritos do mundo.

Ao final, porém, é difícil pensar em outra coisa que não seja o nosso próprio relacionamento com Zachary, uma criança bela e adorável, que aprendemos a amar tanto, e tão subitamente é tirada de nossas vidas. Como alguém descreve em certo momento: "Eu fiquei impressionada em como o caixão era pequeno. Não deveria existir caixões tão pequenos".

Afinal, não há nada mais trágico que a morte de uma criança.

46 comentários:

Kelvelyn disse...

Putz fiquei curioso sobre o filme.Vou ver se baixo mesmo já tendo lido o texo todo.

Carlos Goettenauer disse...

Assisti "Dear Zachary" ontem e ainda estou sob o impacto. Tenho que digerir. Nao consigo entender como alguem consegue ser tao cruel. Parabens pela critica.

Ricardo Pereira disse...

Acabei de assistir ao filme e é destruidor mesmo. Quando tudo já era triste demais, a segunda parte vem e devasta tudo. Na hora cheguei a (preferi?) pensar que entendi errado, voltei o filme e fiquei mudo até o fim.

Uma porrada.

Anônimo disse...

E pensar quantos casos parecidos (no sentido de devastar vidas) não acontecem devido a inepcia da justiça brasileira......

Bruna disse...

Eu nao sei descrever exatamente o que senti. Um misto de perplexidade, tristeza e revolta. Cada informacao lancada, e a maneira como eram feitas, te levam a um nivel de incredulidade perante os absurdos cometidos pela justica que te faz perder a fe. Fe na justica e suas leis. O sofrimento deles te faz perder a fe em Deus, independente do Deus que voce cre, mas a vontade de fazer algo melhor e a coragem de lutar por isso que eles tiveram te faz ter fe na humanidade, e esperanca de que existe uma chance de melhorar. Chorei com a historia quando comecei a ler seu resumo, depois que vo o filme fiquei pelo menos mais uma hora chorando e acho que sempre vai ser assim, cada vez que lembrar disso. Adorei cada linha da sua critica!

Anônimo disse...

nossa!! pasma com a desenvoltura do teu texto! obrigada.

Anônimo disse...

Vai passar o filme no GNT dia 30 de julho as 23h30.

Luana disse...

Muito forte.Fiquei sem fala...silencio e lagrimas somente isso.

Anônimo disse...

Muito triste...

Teresa disse...

Tão completamente triste: acabo de assistir o filme...Lágrimas sinceras...lindo é o seu texto!

Marcia Regina Ferreira disse...

Triste! Profundamente triste! Palavras não podem descrever a intensidade da dor...

GAROTA POLLY disse...

Eu como estudante de Direito, acho que esse filme deveria ser apresentado nas universidades e faculdade... E como ser humano, acho que preciso estudar muito pra ver um mundo mais justo... O que aconteceu nesse filme é absurdo! Essa mulher realmente é o "demônio" como disseram os pais do Andrew... Ainda sem condições de racionalizar o que eu vi... Excelente filme!

Maristela disse...

Quando assisiti ao anuncio da GNT fiquei interessada. Ao procurar na internet achei seu blog e o lí. Parei na parte de quem não havia assistido ao filme e fiquei 3 semanas tentando baixa-lo com legendas, pois ele é muito rápido para a minha compreensão em inglês. Primeiro quero parabeniza-lo pela forma como descreve o documentário e ontem finalmente assisti. Realmente é estarrecedor imaginar e ver o que acontece no final. Como podemos continuar vendo tamanha irresponsabilidade no mundo e com os sere humanos. Esse documentário deveria passar em um horário onde outras pessoas pudessem assistir para questionar e pensar. Pobre Zachary, pobre avos, que sofrem tanto e continuam com forças para mudanças. Valeu a pena.

Alessandra Pollon disse...

Estarrecida com esse documentário! O amigo-diretor não poderia ter sido mais sincero e eficiente nessa construção da história, pois não é, para ele, algo visto de fora, mas sentido por ele, sofrido e, por consegunte, transformado em uma cicatriz! Esse filme é poético, em toda a sua complexidade ( é fraternal, é delicado, é trágico, é elucidante). É um filme obrigatório, sobretudo para aquelas pessoas que não sabem se salvam o mundo ou se levantam do sofá (o exemplo dos pais de Andrew mostra a força e a mobilização possível a duas pessoas).
Fantástico!

Anônimo disse...

Assiti ao documentário pensando que fosse apenas uma linda homenagem e me deparei com uma história que choca demais. Realmente não esperava o que estava para vir na "segunda parte" do filme e quando comecei a entender o que estava se passando não consegui mais conter o choro. Uma mistura de revolta com a justiça, de muita dor por aqueles avós maravilhosos, seus amigos e familiares... Muito muito triste e nos faz questionar muitas coisas. Que pessoas maravilhosas tanto Zachary quanto Andrew tiveram em suas vidas... Que pessoas maravilhosas tiveram Andrew e Zachary em suas vidas... Essa mulher nunca, nunca deveria ter tido as regalias que teve da justiça... Um absurdo... E aqueles que tem a ousadia de culpar Deus por isso, pense que isso tudo aconteceu somente pelos erros do homem e a falta de amor ao seu próximo...

Alberto C Lima disse...

Ví o filme ontem na GNT. A sensação de impotência que toma conta da gente é impressionante. A incapacidade da justiça em dar uma resposta rápida ao caso, sabendo que a mãe da criança já havia cometido uma assassinato é chocante. E eu pensava que somente a justiça brasileira era lenta e burocrática. Os pais de Andrew deveriam processar os estados Americano e canadense por tamanha negligência..

Andreia Peres disse...

Assisti ao filme ontem na GNT. Tenho um bebe de 5 meses que dormia serenamente ao meu lado enquanto eu chorava pelo sofrimento dos avós de Zachary. Como a justiça pode libertar uma criatura repulsiva como aquela? Que Amor grandiosamente maravilhoso dos avos! Tenho tantas coisas pra postar a respeito mas simplesmente nao consigo me expressar pois a todo momento lembro daquele bebe gordinho e risonho e só consigo chorar. Ainda bem que Deus tem um lugar especial para anjos como ele!

Babi Pita disse...

Assisti ontem esse filme, e confesso, foi quase impossível dormir, cabeça e estômago revirando... Mas um filme bom, para refletir e perceber que não é só no Brasil que a justiça não cumpre o seu papel, e que se juízes, promotores, advogados estivessem mais atentos e fossem mais humanizados coisas estúpidas como essas não aconteceriam...

Suh disse...

Olá, tb assisti o filme ontem através do GNT. Fiquei tão chocado e triste com o que vi...
Tive insônia e por acaso, passando os canais, parei no GNT.
É tão chocante que chega a parecer mentira!
Gostaria de mostrar para todo mundo esse filme, então se alguém souber onde baixo (com legenda), agradeço.

Anônimo disse...

Nossa inexplicável esse documentário. Fiquei mal, que história mais triste.
Gostaria muito de passar para os meus alunos, mas não consigo achar com legenda. Caso alguém encontre, favor compartilhar.
Grata

Luciana disse...

Assisti ontem, pq gravei da GNT que passou domingo, dormi muito mal pensando no porque, qual o motivo pra esse casal sofrer tanto assim??? Nao consigo entender... muito triste mesmo....

Luciana disse...

Assistir pela GNT e não consigo de parar de pensar neste documentário.

Anônimo disse...

onde posso baixar? fiquei muito curiosa em assisti-lo e como nao tive a oportunidade de assiti-lo na gnt.. alguem pode me dizer onde baixar? obrigada

Luciana Miller disse...

Assisti domingo e hj é terça...ainda estou revoltada, e queria muito q a assassina pagasse..mas como? ela se matou..aquela vadia!!!

Luciana Miller disse...

Assisti domingo e hj é terça...ainda estou revoltada, e queria muito q a assassina pagasse..mas como? ela se matou..aquela vadia!!!

Anônimo disse...

Olha, muito boa sua resenha, assisti o filme na GNT e estou digerindo tudo até agora. Obrigada!

Anônimo disse...

Velho ....quando chega naquela parte vc pensa ...Que merda !!!Não acredito !!! essa mulher é uma louca !!!

Anônimo disse...

Olá, sua critica é muito boa.
Gravei quando passou no GNT e assiti ontem a noite.
Fiquei muito chocada, eu não imaginava q ainda poderia acontecer uma coisa pior como na segunda parte!

demorei muito pra dormir. Só consegui depois que peguei minha filha no berço e coloquei do meu lado na cama.
E ainda não paro de pensar como os pais e avós conseguiram seguir em frente...

Rodrigo e Caroline disse...

ASSISTI PELO GNT,MAS NÃO ACREDITEI NO QUE VI... DECIDI BAIXAR NA INTERNET E VER DE NOVO... UM GRANDE ERRO... NÃO CONSIGO PARAR DE PENSAR NA DOR DOS PAIS TENDO QUE CONVIVER E SUSTENTAR UM SORRISO NO ROSTO PARA NAO DESAGRADAR A ASSASSINA DE SEU AMADO FILHO E MAE DE SEU NETO, QUE COMO SE MOSTRARA DESEQUILIBRADA,DEVERIA SER OBSERVADA POR PETO PELOS AVÓS DA CRIANÇA, A FIM DE SE ASSEGURAREM DA SEGURANÇA DO MESMO, MAS ME PERGUNTO, ESSE NAO SERIA O PAPEL DA JUSTIÇA QUE FALHOU E ENTREGOU UM SER INDEFESO NAS MAOS DE UMA SORDIDA E CRUEL ASSASSINA QUE DE TAO EGOSÍSTA A FIM DE QUERER FERIR OS AVOS DO ZACH ABANDONOU 3 FILHOS DE PAIS DIFERENTES AO VENTO. E ME PERGUNTO AINDA MAIS... ESSAS CRIANÇAS NAO DEVERIAM SER OBSERVADAS DE PERTO? FORAM CRIADAS POR UM MONSTRO SEM ESTABILIDADE NENHUMA E OS FILHOS NAO RARAMENTE REPETEM OS ATOS DE SEUS PAIS, MESMO QUE EM MENOR ESCALA... O MAIS VELHO QUE APARECE NO FILME, NAO ME CONVENCEU DE SUA DOR. BASTA UMA NAMORADA DESCONTENTE PARA QUE O MESMO OPTE POR UM PEQUENO ABUSO VERBAL E DAI A COISA ENTRA EM PROGRESSAO GEOMETRICA. O MESMO VALHE PARA AS OUTRAS DUAS CRIANÇAS, QUE FORAM PEGAS NESSE TURBILHAO E VIRAM, POR MEIO DA MIDIA DE TANTAS FORMAS POSSIVEIS O MONSTRO QUE ELAS CHAMAVAM DE MAMAE... NAO SEI DE ONDE OS AVOS TIRAM FORÇAS ATE HOJE, NAO SEI COMO A EX-NAMORADA DE BAGS SEGUE EM FRENTE, POIS A MESMA MOSTRA CLARAMENTE UM SENTIMENTO DE CULPA, A PESAR DE ISSO NAO PROCEDER COM A VERDADE, POIS O RELACIONAMENTO TERMINOU MAS ELES CONTINUARAM AMIGOS... E MEU DEUS! O DIRETOR. UM AMIGO QUE COMEÇOU UM PROJETO TAO BELO, CARINHOSO E AMAVEL DIANTE OS ACONTECIMENTOS SE VIU EM UMA IRONICA SITUAÇÃO, ONDE O DOC PODERIA FACILMENTE TER MUDADO DE DEAR ZACHARY PARA DEARS FRIENDS... ABSOLUTAMENTE BRILHANTE A ABORDAGEM DO DIRETOR, QUE CONSEGUIU QUE UMA ODE A VIDA DE BAGS VIRASSE UMA ODE A VIDA E PONTO. DEPOIS DE ASSISTIR PELA SEGUNDA VEZ, FINALEMTNE ENTENDI PORQUE BAGS NAO SE ATRASAVA. ELE CUMPRIU SEU DEVER NA TERRA DE FAZER COM QUE AS LEIS MUDASSEM E SE PREOCUPASSEM O QUE ELE MAIS SE PREOCUPAVA,A FAMILIA. E ENTENDI PORQUE ZACH NAO GOSTAVA DE DIZER ADEUS, PORQUE ELE SABIA QUE FALTAVA POUCO PRA DIZER: OI PAPAI!

BRILHANTE CRITICA. ADOREI SEU TEXTO. OBRIGADO. AGORA ACHO QUE DEVERIAMOS LUTAR POR TER DEAR ZACHARY EM TV ABERTA, A FIM DE QUE A MENSAGEM CHEGASSE AO MAIOR NUMERO DE PESSOAS POSSIVEIS. CONCORDO COM O COMENTARIO FEITO POR OUTRA PESSOA: ESTE DOC DEVERIA SER OBRIGATORIO NAS FACULDADES DE DIREITO, PSIQUIATRIA,PSCOLOGIA E ASSISTENCIA SOCIAL.. PELO MENOS...

Roseli disse...

Olá como fiquei muito interessada gostaria de ver o documentário, mas o link não está funcionando... poderia me dizer onde consigo encontrá-lo?

Kah Alpend disse...

Vi o documentario e até hoje acho que nada me pertubou tanto. Um jovem médico com futuro promissor, uma criança pura... e o demonio em forma de mulher... e ainda era médica.... meu Deus... qto absurdo. Soube que os Bagbys conseguiram em 2010 a lei que protege crianças de pais com ficha criminal. Nada foi em vão. Lágrimas vieram para vencer essa batalha.

Vitor Araújo disse...

Como já foi comentado, é um filme chocante, que nos faz refletir acerca de nossa existência e convívio familir e entre amigos.
Por um lado, é bom ver e recinhecer que há tantas pessoas boas no mundo, como Zachary, Andrew e os avós. Melhor ainda é ver a importância dessas pessoas em outras vidas, coisa que nem sempre conseguimos enxergar.
Por outro lado, como a crueldade também existe, e tão próximo de nós. Seria a máxima de que os opostos se atraem? Prefiro acreditar que não. A omissão, falsas expectativas e principalmente a fé em uma justiça injusta (curioso, não?!), trazem uma mensagem especizl a este documentário.

Chocante, interessante e um exemplo a seguir. Seja pela bondade, seja pela persistência em deixar um legado ou ainda por fazer de uma tragédia familiar o combustível para a busca de dias melhores, mais justiça e amor a vida.

Aos que quiserem,encontrei o link abaixo, onde consta o video inteiro, em inglês, no Youtube.

http://topdocumentaryfilms.com/dear-zachary-a-letter-to-a-son-about-his-father/

Julie Way disse...

Assisti ao filme ontem (comentário que vi repetidamente aqui), e estou assim, também sem palavras.
Eu sou muito emotiva, e chorei em diversas partes, de tristeza, de alegria, de emoção, enfim.
O mais revoltante na produção é que esfrega na nossa cara a política de vitimização do criminoso, o que vemos bastante aqui no Brasil, também.
Direitos humanos para os criminosos nas cadeias, mas ninguém se lembra das famílias que foram lesadas e que continuam aqui fora lidando com a realidade.
Sempre me lembro de um caso de uma rebelião na Febem em que a mãe de um dos condenados chorava do lado de fora porque não a permitiam ver "o seu bebê", lá dentro.
Enquanto isso, a mãe do rapaz assassinado pelo "bebê" da outra, declarou: "o meu filho eu nunca mais verei.
E é bem a isso que Dear Zachary nos remete mesmo. Somos prisioneiros da violência, da loucura dos outros, e nem mesmo com a justiça podemos contar, porque "a Justiça, como as serpentes, só mordem os pés descalços".

Anônimo disse...

É um absurdo o desenrolar dessa história extremamente triste e revoltante....e principalmente que o fim dela ñ seria assim se ñ tivessemos como autoridades pessoas tão incompetentes,seja em outros paises ou aqui....mulher monstruosa,tomara que o capeta esteja judiando bastante de vç por toda a eternidade.....

Marcela disse...

Assisti ao documentário ontem e hoje encontrei o seu post. Estou em choque ainda, tentando digerir tudo o que vi nesse documentário. A força dos pais do Andrew é uma coisa impressionante. Foi uma das histórias mais tristes e repulsivas que já vi em toda a minha vida.
Parabéns pelo seu texto e a forma digna com a qual abordou o assunto.

Marcela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cláudio disse...

Em primeiro lugar, gostaria de parabenizar o autor pela resenha sensível e perfeitamente sintonizada com o espírito do documentário. Terminei de vê-lo com minha esposa e concordamos: é o filme mais estarrecedor e revoltante ao qual já assistimos. E, ainda assim, extraordinário. Diria até mais, indispensável. É impossível conter as lágrimas, o sentimento de desolação que acompanha o desfecho dos acontecimentos.
Talvez eu esteja trazendo notícia atrasada, mas, como não li nenhuma postagem que o fizesse, vai aí um link onde se pode encontrar o filme para baixar, com legendas em português (arquivo e torrent):
http://sonatapremiere.blogspot.com.br/2012/02/dear-zachary-letter-to-son-about-his.html
A propósito, este site, o Sonata Première, é um achado e tem filmes fantásticos para download.
Boa noite, Andrew.
Boa noite, Zachary.

Ana Paula~A Católica disse...

saudações de belo horizonte!!

assisti ao filme na madrugada deste domingo, no canal de tv a cabo gnt.

chorei, chorei, chorei.

uma coisa me chamou a atenção: aqui no brasil, quem é pobre, não tem dinheiro, está completamente à mercê da injustiça.

no canadá é o contrário: mesmo sem dinheiro para comprar fraldas ou leite para o filho, shirley teve alguém para lhe pagar a fiança (o psiquiatra) e contou com toda a simpatia da juíza incompetente que a libertou.

um absurdo!

saúde e paz!!

p.s. maravilhoso trabalho do amigo kurt. e que seres humanos os pais de andrew!...

~~~

Leonardo disse...

Bom... cá estou, chocado e em prantos após assistir esse filme. Não bastasse a força do filme por si só, minha situação pessoal ainda catalisou as emoções: tenho um filho de 1 ano e 3 meses, e meus pais participam muito da criação dele, com um amor e entrega indescritíveis. Enfim, depois do filme foi correr para o quarto de meu filho e, chorando, observá-lo dormir... Se a ideia de perdê-lo já me é apavorante, imagino a dor dos pais de Andrew, ainda mais por ter, de certa forma, tido o filho morto duas vezes pela mesma mulher.

Enfim, perfeita a crítica. Quanto ao filme, hoje digo que foi terrível tê-lo assistido, mas acredito que, em pouco tempo, verei o quanto a experiência foi importante.

raquel disse...

Chorei, chorei, chorei, chorei. Estou em prantos, estou oca, um sentimento de vazio eterno me isola e uma áurea de compaixão me envolve. Nunca esquecerei de Andrew e Zachary. Nunca. Rest in piece.

Anônimo disse...

Assisti na GNT e o documentario acabou comigo. Se não bastasse a violência do mundo, as quais consideramos comuns, ainda temos que pensar que um filho ainda pode encontrar uma pessoa dessa e simplesmente acabar com a vida de todos, pq essa FDP, acabou duas vezes com a vida de todos!!

Anônimo disse...

Assisti na GNT e o documentario acabou comigo. Se não bastasse a violência do mundo, as quais consideramos comuns, ainda temos que pensar que um filho ainda pode encontrar uma pessoa dessa e simplesmente acabar com a vida de todos, pq essa FDP, acabou duas vezes com a vida de todos!!

Luci Mika disse...

vi ontem o filme no GNT, realmente mexeumuito comigo. parabéns pela crítica! pensei em escrever um texto sobre o filme mas melhor que o seu, impossível! abraço

Anônimo disse...

Acabei de ver no GNT o documentário. Realmente é muito triste. Como se pode ver, até em países do 1º mundo acontecem barbaridades dessas, tanto pelo crime mas também e principalmente sobre os fatos. Mas não é novidade para ninguém, que isso acontece em todos os países desse nosso mundo. Já aconteceu antes, acontece hoje e sempre acontecerá. Mal comparando, a retirada do clitórios e suas sequelas das meninas africanas em pleno sec.21 com a desculpa de "fazer parte da cultura" é taõ repugnate quanto a decisão da corte canadense. Coisas do humano. E entender esse ser, é difícil !

antonioroberto torricilas disse...

Assisti ontem, junho/2014,e hoje 16/06/2014, to com o coração sangrando. A juiza que libertou aquele monstro. O que foi feito dela ?

Anônimo disse...

Vi o filme neste sábado no GNT. A parte final é devastadora.

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