Assassino a Preço Fixo (2011)


Remake do filme com Charles Bronson de 1972 (que eu não vi), Assassino a Preço Fixo é um filme quase bom, o que mantém a má regularidade do diretor Simon West, cujo melhor trabalho é o divertido Con Air - A Rota de Fuga, embora tenha também cometido o primeiro Tomb Raider, A Filha do General e Quando um Estranho Chama. O filme não é tão ruim quanto estes últimos, mas está longe da diversão do primeiro. Aliás, diversão é exatamente o que falta: se leva a sério demais.

Jason Statham interpreta Arthur, um "mecânico", um cara que arruma problemas - um assassino de aluguel. Trabalhando sempre para uma mesma empresa, ele acaba recebendo a missão de matar o seu único contato nela (Donald Sutherland, fazendo um papel que ele tem repetido a anos). Só que Steve (Ben Foster), o filho do falecido decide se aproximar de Arthur para aprender a função dele, o qe Arthur enxerga como uma forma de compensar seu ato, e de treinar um substituto e curtir sua aposentadoria.

O começo do filme é triste de tão clichê. O primeiro diálogo entre Statham e Sutherland é particularmente triste. É o segundo ato da história, com o treinamento de Arthur e Steve é apressado, mas funciona graças aos atores. As cenas de ação não apresentam nenhuma novidade, mas funcionam, especialmente o momento em que Steve se complica ao tentar matar um sujeito gigantesco (embora o que faça a cena funcionar tão bem seja, principalmente, a atuação de Ben Foster).

E por falar em atuações, Jason Statham é um ator bacana, carismático, e faz bem seu personagem, apesar de que em alguns momentos, suas limitações fiquem claras. Donald Sutherland é, mais uma vez, desperdiçado. Quanto a Ben Foster... por um lado, é sempre bom ver um grande ator em filmes assim, já que sempre elevam o nível (Liam Neeson em Busca Implacável; Denzel Washington em Chamas da Vingança), mas por outro lado, o filme não o beneficia em nada na carreira cada vez melhor do rapaz, como quando roubou a cena em Os Indomáveis e na brilhante atuação em O Mensageiro. Escolha estranha do ator, que já vinha de um desastre, Pandorum.

Como já disse, Simon West é um diretor razoável, faz o feijão com arroz, e aqui e ali tem um tempero a mais. Infelizmente, o roteiro depende de furos catastróficos para funcionar em alguns momentos, especialmente no desfecho artificial, que troca o que seria um final dramaticamente eficiente, por um daqueles "Ahá! Viram só? Pegamos vocês! Vocês achavam que ele tinha... mas no final... olha só? Não te surpreendemos? Hahá!".

Sim, surpreenderam. Agora perguntem se foi de forma positiva...

NOTA: 4

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