Megamente


Por mais que não sejam grandes animações, é inquestionável que o forte de Madagascar está no seu humor. Em Megamente, Tom McGrath o diretor dos dois Madagascar, mostra que é mesmo muito mais competente ao conduzir as gags e tiradas do que ao conduzir a história. Mas a boa notícia é que Megamente tem um roteiro muito melhor que seus filmes anteriores.

Megamente é um supervilão com eterna rivalidade com o super herói, Metro-Man. Só que um dia, sem querer... Megamente finalmente vence Metro-Man! E tudo vai bem para o vilão até que as saudades do rival começam a bater: a grande graça de sua vida, as grandes batalhas acabaram. Agora, qualquer crime ficou muito fácil de realizar. É então que ele decide criar um super-herói para voltar a equilibrar as coisas, plano que acaba não dando muito certo.

A idéia de fazer uma animação colocando um vilão como protagonista já havia sido utilizada por Meu Malvado Favorito, mas Megamente aproveita a idéia com muito mais inteligência. As entradas triunfais do vilão, sempre ao som de alguma música pesada são uma atração a parte. Mas o que é realmente superior são os personagens, que são interessantes, e até acabam surpreendendo (eu, particularmente, gostei muito do desfecho de Metro-Man). Além disso, a Direção de Arte do filme merece aplausos pela criatividade de seus cenários e detalhes, como o cartaz de "No, You Cant't", que satiriza a campanha de Barack Obama. E o que dizer da sátira feita a atuação de Marlon Brando em Superman?

É uma pena que depois da metade o filme acabe se entregando a um sentimentalismo compreensível, mas desnecessário, já que como comentei antes, o forte de Megamente é o humor, já que acredito que era perfeitamente possível chegar ao mesmo desfecho sem a necessidade de sublinhar as mensagens que o filme tenta passar.

Mesmo assim, Megamente é mais uma animação surpreendente da Dreamworks, que mostra aqui, assim como mostrou em Como Treinar o Seu Dragão que está fazendo sua lição de casa. E muito bem.

NOTA: 8

2 comentários:

Mateus Selle Denardin disse...

Achei divertido e, mais que isso, interessante por tocar em determinados temas. Como é bom ver esse amadurecimento da DreamWorks. Também escrevi sobre o filme: http://observatoriodocinema.blogspot.com/2010/12/megamente-como-se-criam-os-herois-e-os.html

Rodolpho Costa disse...

Concordo com quase tudo. Na verdade a única coisa que discordo é que o tal sentimentalismo não me incomodou nenhum um pouco, na verdade me parece uma tentativa de misturar o humor comum as animações da DreamWorks com aprofundamentos elogiados em outras animações.

Tirando algumas piadas de humor forçado comum da maioria das animações do estúdio, o filme tem ótimas piadas também, especialmente os trejeitos de Dom Corleone que você e citou e uma referência ao antigo game do Donkey Kong.

Sinceramente, eu esperava uma porcaria, mas me surpreendeu. Daria a mesma nota que você.

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