Following


O primeiro filme de Christopher Nolan antes de se destacar mundialmente com Amnésia é interessante, e já mostra muito do que o tornaria um cineasta respeitadíssimo. Mas no roteiro, já que visualmente, Following é paupérrimo. Sim, é claro que é um filme de baixo orçamento, mas Aronofsky fez Pi com bem menos e não esfregou a falta de grana na cara do público.

O filme é uma metáfora sobre a velha história de que escritores gostam de seguir pessoas para ouvir conversas ou conhecer hábitos. Aqui, o escritor acaba se deparando com um ladrão que rouba filosofando: mexe propositalmente em objetos pessoais, que não podem ser recuperados com o seguro. Ele se interessa pelo ladrão, e começa a segui-lo em seus roubos, quando se depara com a loira fatal (claro!), que esconde um passado brutal com um rico pornógrafo.

Nolan surpreende o público com a montagem, mas algumas coisas ficam devendo: é óbvio que Cobb, o ladrão está enganando o protagonista de alguma forma. A maneira cega que o escritor o segue é blazé, o vemos como um idiota, o que, conhecendo o diretor, certamente não era o que havia em mente. O romance entre ele e a loira fatal também não convence, e há pouco desenvolvimento de personagens.

Mas Following não é só erros: há atuações ótimas, que salvam os personagens do marasmo, especialmente Alex Haw, que faz de Cobb uma figura intrigante, sempre confiante, e Jeremy Theobald é um ator interessantíssimo: salva o babaca que é personagem.

O filme vai interessar muito mais os fãs do diretor do que o público em geral. Alguns vão achar que é uma obra-prima, o que certamente não é. Mas é divertido ver as referências que Nolan usou deste filme em seus futuros projetos, como o nome do ladrão, que é usado no protagonista de A Origem e, profecia das profecias, a logo do Batman que está na porta do protagonista.

NOTA: 7

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