A Lenda dos Guardiões


Durante A Lenda dos Guardiões, em vários cenas algum personagem conta uma história para as mais novas sobre o violento passado das corujas, quando alguém manifesta preocupação sobre o tom assustador da história em questão. Curiosamente, é este excesso de preocupação que faz do filme uma experiência bem mais fraca do que poderia ser. Sem exibir qualquer traço de ousadia em sua narrativa, que ainda inclui um personagem que vive cantando e outro que vive contando piadas (clichês irritantes), ao menos tem um bom ritmo e alguns poucos momentos mais inspirados. 

Mas esta estréia de Zack Snyder na direção de uma animação tem um ponto fortíssimo que não pode ser descartado: o visual, o que também não deixa de ser curioso, já que a principal reclamação do público para com o diretor são os excessos visuais de sua obra. Mas A Lenda dos Guardiões é um filme maravilhoso de assistir, com claro destaque para o treinamento das corujas em uma tempestade, uma das grandes cenas do ano.

É uma pena que a história seja tão previsível e não acompanhe a ousadia demonstrada na concepção visual da obra, que também acerta do design dos personagens: há um esforço admirável no fato do filme conseguir transformar corujas em seres simpáticos. E assistindo o filme com meu filho de um ano e sete meses, reparei que ele sempre apontava e gritava quando o vilão aparecia, que é a maneira instintiva dele demonstrar uma sensação de perigo.

Então algo estava muito certo ali.

NOTA: 7

1 comentários:

Guilherme Huyer disse...

Tenho exatamente a mesma opinião sobre o filme.

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