Irmãos de Sangue (2010)



Bill Kincaid é um renomado professor de filosofia, que sem vida pessoal, não encontra qualquer dificuldade em se tornar um especialista em sua área, já que dedica literalmente, todo o seu tempo para a atividade. Mas tudo muda quando ele recebe uma ligação de seu irmão gêmeo Brady, e acaba voltando para a cidade onde cresceu para revê-lo, e também sua mãe, uma ex-hippie com a qual cortou qualquer contato. O problema é que Brady é um traficante de drogas não muito confiável que precisa de um "favor" dele.

Apesar do que possa parecer, Irmãos de Sangue está muito mais para Huckabees - A Vida é uma Comédia do que um Segurando as Pontas da vida. O claro tom de comédia ajuda a deixar interessante a real idéia do filme, que trata sobre filosofia, principalmente o conflito razão/emoção. Logo no início, Billy discursa sobre a fragilidade do nosso equilíbrio que acreditamos existir, algo que dá uma forte dica do que iremos ver. O roteiro tem tiradas dignas de uma obra dos irmãos Coen, e Tim Blake Nelson, um ótimo ator e diretor subestimado faz, aqui, o seu melhor trabalho (o que não é pouco: vejam o fabuloso Cinzas da Guerra).

E além disso, Irmãos de Sangue nos apresenta a mais uma atuação impressionante de Edward Norton, que volta a mostrar seu talento esse ano (vejam também Homens em Fúria). Billy e Brady são dois seres completamente diferentes, não só visualmente mas em personalidade, até em sotaque, já que Billy esconde tanto sua família que até isso ele mudou, mas Norton, inteligente, em alguns momentos mostra alguns trejeitos que nos mostram como ele deveria ser antes de ter partido, assim como Brady, graças a algumas sutilezas do ator, parece estar fingindo sua ignorância o tempo todo (reparem como ele parece falar o nome dos filósofos de forma errada propositalmente). Além disso, o momento em que compara a existência de Deus com linhas paralelas é um dos melhores momentos da obra.

O filme só falha perto do final, porque algumas ações tomadas pelos personagens soam um pouco forçadas para o que tínhamos acompanhado até então, mas de qualquer forma, Irmãos de Sangue é inteligente e bem escrito o suficiente para não depender de um final repleto de reviravoltas para impressionar: basta para Tim Blake Nelson confiar no público e no seu filme com o melhor diálogo do roteiro em seu desfecho.

NOTA: 9

3 comentários:

James disse...

Quero muito ver, claro que por Norton que no momento é meu ator favorito (e o melhor da atualidade). Sempre gosto de seus filmes.

Anônimo disse...

Adoro o Norton, porem o filme é muito ruim, o roteiro é fraco e, os personagens nao convencem. Esperava algo melhor

Anônimo disse...

A nova série de Melanie Lynskey parece ser super divertido e quero vê-lo, sai em janeiro.

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