Happy Feet - O Pinguim


George Miller é um grande diretor, mesmo que tenha alguns trabalhos bastante subestimados, como a continuação de Babe, que é taxada de ruim, sendo que é apenas um pouco inferior ao original. Happy Feet foi sua primeira animação, e acabou se tornando uma das melhores e mais importantes da década passada, feito que não é pra qualquer um.

Mano é um filhote de pinguim imperial que nasce sem o talento de cantar, como todos de sua espécie, mas tem um talento incrível para a dança. Adorável desde o momento em que sai de seu ovo, acompanhamos ele até sua juventude, sendo excluído por seus semelhantes pelo seu talento "esquisito", e pior, a rejeição do próprio pai. Depois de encontrar pinguins de outra espécie, decide encontrar os "alienígenas" que estariam acabando com os peixes, e desequilibrando o ecossistema da Antártida. 

E por "alienígenas", entenda: nós.

Miller faz de Happy Feet uma fábula adorável que lida com temas complexos, desde a ação predatória do homem no Pólo Sul, passando por intolerância religiosa e rejeição. E o mais fascinante é que apesar de obviamente o filme ter um forte aspecto infantil, estes temas são discutidos com rara maturidade e segurança para um filme do gênero. E vale dizer que o público adulto facilmente captará algumas piadas e insinuações sexuais que colaboram perfeitamente com a lógica da trama.

Além disso, o ato final de Happy Feet ainda com a sacada genial de misturar a animação com live-action, algo que sem querer (ou propositalmente, não sei) passa uma mensagem simples e direta sobre o próprio gênero de animação: pra que recriar no computador o que pode muito bem ser apenas filmado?

Pode responder essa... Robert Zemeckis?

NOTA: 10

1 comentários:

Wally disse...

Umm, adoro esse filme. Gostoso de assistir, belo visual, excelente trilha e história muito bonita.

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