Demônio


Normalmente, quando o Diabo é retratado no cinema, ele é visto como alguém inteligente. Nesse Demônio, ele se esconde entre cinco pessoas presas num elevador, e a cada blecaute, mata uma pessoa. Considerando que depois de quatro tentativas ele mostraria sua identidade, é uma tática bem bestinha. Mas talvez o pior sejam as teorias do policial que não consegue conceber a idéia de que, depois de quatro mortes... só o assassino sobreviveria.

Baseado numa idéia de M. Night Shyamalan (já nem falo mais nada), Demônio parte de uma premissa esdrúxula, e sempre que tenta aprofundar a "mitologia" que envolve a história, só consegue causar risadas involuntárias: o pão com geléia já é uma das melhores cenas cômicas do ano, mesmo que esteja longe de ser o que o filme pretendia.

Mas ao contrário do que possa se imaginar, o filme pelo menos não beira o insuportável, o que aconteceria sem dúvida, caso Shyamalan o dirigisse com sua "sensibilidade européia" (leia-se: diálogos arrastados e movimentos de câmera lentos). Os diretores Drew Dowdle e John Erick Dowdle fizeram o filme curto, bem movimentado, ou seja, fazem o máximo para fingir que estão mostrando algo intrigante, e não completamente idiota.

E o pior é que eles até conseguem: curto em sua duração (menos de uma hora e meia), Demônio até instiga o espectador em saber quem é o Tinhoso no elevador. Pena que não precisemos de sequer meio minuto depois do fim do filme para perceber que nada ali fez sentido...

NOTA: 2

1 comentários:

Debora disse...

Filme ruim!
that's all I have to say.

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