Pânico na Neve


Pânico na Neve é surpreendente. Tenso a ponto de ser sufocante, o filme não faz qualquer concessão para colocar o público junto com os personagens na péssima situação em que se encontram. Aliás, ao final, eu me sentia como se tivesse passado pela situação em tempo real com eles, algo que comprova a eficácia deste suspense.

Logo no início, os três protagonistas discutem qual seria a pior forma de morrer. Piada curiosa, já que o filme parece ter surgido de uma conversa exatamente assim. Aqui, os três ficam presos num teleférico, a vários metros do chão num domingo. Como o lugar só será reaberto na próxima sexta, e uma tempestade de neve se aproxima, eles resolvem escapar dali, com consequências trágicas: pense em Mar Aberto com neve no lugar do mar e lobos no lugar dos tubarões.

Escrito e dirigido por Adam Green (cujo trabalho não conheço), o filme é muito mais bem escrito do que dirigido. Falta criatividade nas cenas, e boa parte do que é realmente genial é culpa da montagem (como quando um personagem é atacado, e o filme se concentra em mostrar o esforço dos outros dois para não olharem a cena, já que não podem fazer nada). Mas o roteiro é brilhante ao estabelecer a amizade dos três, e como eles lidam com a longa passagem de tempo, e que o filme jamais se torne chato mesmo sendo praticamente três pessoas num banco de teleférico por grande parte de sua duração é mais uma amostra de qualidade deste filme surpreendente, e que ainda consegue ter um final bastante satisfatório.

NOTA: 8,5

4 comentários:

João Marcos Flores disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
João Marcos Flores disse...

Legal, Lipka!

Tb gostei pra caramba do filme, não sei se tu leu a minha crítica: http://pipocadosoutros.blogspot.com/2010/05/panico-na-neve.html

Leio teu blog sempre!

Abraço!

Tiago Lipka disse...

Já tinha lido sim, até por isso que tinha ficado curioso pra assistir. =)

Adriano Mendes disse...

Adam Green dirigiu Hatchet 1 e 2, lançado no Brasil como Terror no Pântano. Hatchet nada mais é do que um certo tipo de homenagem aos filmes slashers e gore dos anos 80, e conta com a presença de grandes ícones do horror.
Ele também dirigiu o interessantíssimo Spiral.

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