Direito de Amar


Direito de Amar é um drama fabuloso. Apesar de ter uma história completamente diferente, lembra uma espécie de Beleza Americana nos anos 60. O filme acompanha George, um professor universitário de meia idade que, sofrendo depois da morte de seu companheiro (com quem estava junto a 16 anos), acorda naquele dia com a certeza de que irá se matar. E o filme basicamente nos mostra seu dia, em meio as suas lembranças.

Colin Firth é um excelente ator, mas sempre sofreu por interpretar personagens sempre parecidos demais, algo que o ator aparentemente tomou consciência, se arriscando em projetos mais ambiciosos e diferentes, como A Última Legião, Quando Você Viu Seu Pai Pela Última Vez? e este Direito de Amar, que ele, inclusive, é um dos produtores. Mas a escolha não poderia ter sido mais feliz: sua atuação é soberba, daquelas que realmente acertam no ponto. E ele é auxiliado por uma Jullianne Moore mais do que inspirada, e Matthew Goode numa atuação marcante. 

Estréia mais do que promissora do diretor Tom Ford, que acerta melhor do que muito veterano o tom do filme, alternando momentos fortes e dramáticos, por alguns cômicos, sem jamais perder a linha. Além disso, o visual do filme é um espetáculo a parte, contando com as cores dessaturadas, que sempre se intensificam quando algo chama a atenção do protagonista. Além disso, o roteiro é uma obra-prima, merecendo um claro destaque o momento em que George acaba discursando sobre o medo das minorias para a sala de aula.

Direito de Amar é um drama pesado, sombrio até, mas não é abordado dessa forma. Apesar do peso de sua história, o desfecho é até otimista, e o clima saudosista e crítico colaboram para que o filme tenha seus momentos alegres, mas sem jamais soar banal, como o péssimo título que ganhou no Brasil.

NOTA: 10

1 comentários:

Sebo disse...

Um dos melhores filmes que assisti este ano. Surpreendente!

abs,
sebosaukerl.blogspot.com

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