Entre Irmãos


Típico caso de filme competente, mas que passa batido por ter sido lançado junto com obras semelhantes. No caso, Guerra ao Terror e O Mensageiro. Apesar de levemente inferior a estes dois, Entre Irmãos não faz feio, e é um bom drama, cujas atuações do elenco principal merecem ser conferidas. Remake do filme holandês Brothers, foi roteirizado por David Benioff (de A Última Noite) e dirigido pelo competente Jim Sheridan (de Em Nome do Pai e Terra de Sonhos).

O filme narra a história de dois irmãos (dã). Um deles, um militar de sucesso, outro um trombadinha bêbado. Só que depois de ser novamente enviado ao Afeganistão, Sam é dado como morto, e seu irmão decide ajudar sua família, sua cunhada e suas sobrinhas como forma de homenagear o irmão. Depois de um rápido clima de romance entre ele e a esposa do irmãos (afinal... é Natalie Portman), eles descobrem que Sam está vivo e voltando para casa. Mas sua volta chega com vários mistérios, incluindo um comportamento perigoso e distante de sua parte.

(Nesse sentido, vale dizer que o trailer do filme entrega DEMAIS a história).

O problema do filme é que as situações no Afeganistão e com a família são mostradas paralelamente, mas uma anula a outra. De um lado, um feel-good movie familiar, e do outro um suspense de guerra. Compromete o ritmo, e até atrapalha a compreensão da história (quando um personagem revela que se passaram dois meses, a informação surge abrupta e nada orgânica a história).

Por outro lado, não lembro de ter me impressionado tanto com uma atuação de Tobey Maguire (e sua explosão de fúria próximo ao final é impressionante). E enquanto Natalie Portman consegue se virar com sua personagem que é muito mal explorada pelo roteiro, Jake Gyllenhaal faz um belíssimo e notável trabalho, embora o destaque mesmo seja Sam Shepard que em apenas uma cena, consegue demonstrar caráter e o arrependimento de uma vida inteira no momento mais belo do filme.

Enfim, Entre Irmãos pode não ser um dos melhores filmes sobre o tema de traumas de guerra, e nem mesmo um dos melhores de Jim Sheridan, mas está longe de ser um filme a ser ignorado, principalmente pelo notável esforço de seu elenco.

NOTA: 8

1 comentários:

pseudo-autor disse...

Eu esperava mais de um diretor que fez Em nome do pai e Meu pé esquerdo. Vale pela atuação do Tobey Maguire. No mais, achei mediano.

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http://culturaexmachina.blogspot.com

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