Clube da Luta


Clube da Luta é um filme tão marcante e genial, que chega a ser difícil dizer algo sobre ele. Dirigido pelo visionário David Fincher (dos geniais Se7en e Zodíaco), a obra se tornou uma nova versão de Laranja Mecânica, tanto pela violência, quanto pela estética, mas principalmente pela maneira subversiva de como apresenta sua história e suas idéias. 

Muitos achavam (e ainda devem achar) que Laranja Mecânica estimula a violência, quando o filme não apenas critica o comportamento, quanto se preocupa a todo momento em explorar o vazio de seu protagonista. Clube da Luta segue a mesma linha, mas com uma visão ainda mais terrível: explora a perigosa idéia do terrorismo vindo não do estrangeiro, mas de dentro, com motivações extremas como frustração, tédio e consumismo. 

Consumismo, alás. é a grande palavra para sacar a inteligência do filme, já que muito vem de uma linguagem publicitária. Sim, Clube da Luta é publicidade e propaganda pura, de forma extremamente irônica, é claro (a própria escolha de Fincher para a direção revela isso). E por isso, chega a dar pena dos pobres alienados que acreditam que Tyler Durden realmente esteja certo, já que seus argumentos e idéias não são nada diferentes dos que qualquer outro terrorista ou psicopata. 

A diferença é como suas idéias são difundidas: através da beleza de Brad Pitt, em seu melhor momento. Edward Norton também realiza uma atuação marcante e a outra ponta do triângulo amoroso vem com Helena Bonhan Carter, na última atuação brilhante de sua carreira (damn you, Tim Burton). Contando com o visual sempre impressionante que marca as obras de Fincher, Clube da Luta é uma obra-prima absolutamente obrigatória para quem ama cinema. Um filme violento, perigoso e subversivo, e também divertido, da maneira mais terrível que a palavra pode sugerir. 

NOTA: 10

4 comentários:

Lomyne disse...

Acho que Clube da Luta ainda é meu filme predileto, demora para algum outro ocupar seu lugar...

Quéroul disse...

eu sou a única pessoa que conheço que não gosta desse filme.
tem coisas lindas (tipo o Norton, e o Pitt, magistrais), mas eu tenho dificuldades em gostar de verdade.
e não foi nem por falta de tentativa: eu assisti cinco (isso, CINCO) vezes pra ver qual era meu problema e em nenhuma delas eu realmente gostei.

me sinto excluída do universo por isso.
:/

Marconi disse...

O filme gruda na mente do espectador e causa muito impacto.
Sou grande admirador de Fincher.
http://cinespaco.blogspot.com/

annastesia disse...

David Fincher está em uma espiral ascendente e impressionante. Que venha The social network!

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