Pandorum


Pandorum parece ser uma mistura de dois roteiros: um deles é interessante, e mostra dois homens despertando de um longo sono com perda de memória, e aos poucos vão se lembrando de quem são e seus objetivos, enquanto percebem que algo está muito errado naquele lugar, enquanto o outro é um roteiro pífio de pega-pega entre humanos e uns nanicos branquelos que mudam de habilidade, altura e seja lá o que for, dependendo do que a cena precisa.

E isso é tão óbvio que incomoda durante o filme inteiro, e depois do final não é preciso nem 5 minutos para pensar que uma trama não teve nada a ver com outra, e só foi colocada para encher linguiça. Aliás, outro sinal de que Pandorum tem algo realmente errado é que Ben Foster e Dennis Quayd, dois ótimos atores, não conseguem ter uma cena de destaque, sendo usados sempre de maneira equivocada pelo diretor.

O diretor Christian Alvart até pode enganar nos primeiros 20 minutos, quando investe num clima pesado, claustrofóbico e escuro, desenvolvendo a história de maneira interessante. Pena que o resto seja um completo desperdício do nosso tempo, ou não: se você é homem, e adora decotes , então a atuação de Antje Traue certamente renderá um passatempo divertido.

NOTA: 3

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