O Procurado

 
Jamais me animei a assistir O Procurado, mesmo quando foi lançado e boa parte da crítica dizia que era uma idiotice divertida. Dois anos depois de seu lançamento, finalmente eu assisti e do "idiotice divertida" só consegui ver características do primeiro.

Dirigido pelo russo Timur Bekmambetov e baseado na graphic novel de Mark Millar, conta a história de um pobre gerente de contabilidade que descobre que seu pai, que o deixou na infância morreu a poucos dias, e pior: ele é o próximo alvo. Então ele se adentra numa Fraternidade de Assassinos onde descobre seu dom para disparar balas em curva (Lee Harvey Oswald certamente também foi parte do grupo).

Nem mesmo o bom elenco dá conta do recado, e o único que consegue alguma coisa é James McAvoy, apesar do diretor sabotá-lo o tempo todo, como ao obrigá-lo a ficar gritando alá Van Helsing no meio das cenas. Angelina Jolie se limita a ser bonita, e até Morgan Freeman e Thomas Kretschmann servem só de coadjuvantes de luxo.

Apesar de se assumir como idiotice, O Procurado nunca é engraçado, e jamais é realmente bem feito para divertir, aliás, os efeitos especiais são terrivelmente razoáveis e abaixo da média esperada. Mas por trás de sua inocente babaquice, o filme conta com uma moral alá George W. Bush que é bem resumida em um diálogo: "Matamos um para, talvez, salvarmos mil".

Não sei a vocês, mas esse talvez me incomoda.

NOTA: 1

2 comentários:

Quéroul disse...

eu dormi no comecinho do filme, acordei no meio, redormi e fui acordar bem no fim.

do que vi, achei meio mais ou menos.
e não tentei nunca mais assistir.

ou seja...

Knight Marcos disse...

Se é prá ver uma idiotice divertida é melhor assistir "Mandando Bala" com o Clive Owen.

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