Invictus


Invictus é um desses filmes que...bom... não tem erro: baseado numa história real fascinante, o simples apelo do que está sendo contado é suficiente para assistí-lo, mas é decepcionante que seja só isso, sendo mais um filme do diretor Clint Eastwood. Estava escrito em algum lugar que Morgan Freeman atuaria como Nelson Mandela um dia, uma escolha natural. Pena que tenha sido aqui. O filme conta a história de Mandela a partir de sua libertação, e assumindo a presidência da África do Sul, quando enfrenta o desafio de unir a população no pós-apartheid. Decide utilizar a seleção de rugby do país para isso, e com sucesso. 

O roteiro é o grande problema; por um lado, admiro a decisão de mostrar a repercussão das ações do presidente em pequena escala (entre seus seguranças, principalmente), mas isso afeta nossa visão do personagem Nelson Mandela: a grandiosidade e o sucesso parecem vir dos jogadores de rugby; não do presidente. 

Morgan Freeman é o ator perfeito para interpretar Nelson Mandela, e não decepciona, mas infelizmente, também não impressiona, e o mesmo pode ser dito de Matt Damon. Os atores parecem mais preocupados em trazer verossimilhança em seus sotaques do que qualquer outra coisa (mas conhecendo o trabalho dos dois, aposto que seja mais um problema do roteiro, na verdade). 

Mas como disse no início, a história de Invictus é realmente muito boa, e defeitos a parte, fato é que o filme tem ritmo e jamais se torna arrastado ou chato. Mesmo assim, me fez lembrar de um Clint Eastwood que é capaz de fazer filmes burocráticos e dispensáveis, como Dívida de Sangue ou Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal, e esse, definitivamente não é um bom sinal.

NOTA: 6

1 comentários:

Marconi disse...

Eastwood já fez coisa melhor na vida, mas Invictus vale a pena ser visto.

Real Time Web Analytics