Estão Todos Bem


Logo no início do filme, vemos Frank (Robert DeNiro) arrumando a casa para a visita de sua família. Porém, todos os seus filhos desmarcam a visita em cima da hora. Contrariando ordens médicas, Frank resolve viajar de ônibus e visitar seus quatro filhos, enquanto conhecemos um pouco mais de sua situação: recentemente, ele ficou viúvo, e vem descobrindo que era sua mulher que criava a harmonia familiar que ele tanto preza.

Robert DeNiro está excepcional no filme, fazendo de Frank uma figura melancólica, mas que sempre tenta animar quem está ao seu redor, as vezes de maneira até atrapalhada, quando ao puxar papo com um senhor ao seu lado, faz um comentário engraçado sobre uma terrível tempestade que está destruindo uma cidade. Mas sua alegria ao perceber o sucesso de Amy (Kate Beckinsale) ou as duras tentativas de esconder a decepção com Rosie (Drew Barrymore) e Robert (Sam Rockwell) mostram um amor inquestionável por parte do pai para seus filhos.

Não assisti ao original dirigido por Giuseppe Tornatore para saber as diferenças de um para o outro, o que talvez tenha me ajudado a gostar tanto de Estão Todos Bem. Só acho que a insistência de Kirk Jones em mostrar os filhos de Frank como crianças é bacana no início, mas vai perdendo o sentido conforme o filme avança, e diversos diálogos fora da trama principal (como a cena de DeNiro com Melissa Leo) soam deslocados demais do resto da obra.

Mas não se engane: Estão Todos Bem é um filmaço.

NOTA: 8,5

2 comentários:

@Raspante disse...

Tem mesmo cara de ser um bom filme!

Dave Coelho disse...

Ah, que beleza.
Digam o que quiserem sobre o DeNiro, mas ninguém vê os 8 filmes dele com Scorsese + os grandes da carreira, sem virar fã incondicional.
Não gosto de 'Estão Todos Bem' ser um remake de um filme do Tornatore (que eu não vi, mas reclamo mesmo assim), mas verei. São muitos bons motivos pra ser visto.
Tem gente aí que se tortura numa comédia romântica só pra ver a Anniston, né Lipka? a-há.

Abração.

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