Os Homens que não Amavam as Mulheres


Continuo defendendo a teoria de que o filme é uma coisa, e o livro é outra completamente diferente. A partir disso, posso dizer que o filme Os Homens que não Amavam as Mulheres sofre pela fidelidade para com o livro, principalmente em seu ato final, quando parece quase interminável tamanha a quantidade de pontas que amarra para a continuação.

A história é interessante: Mikael é um jornalista que é erroneamente condenado por difamar um político, é contratado por um idoso cuja adorada sobrinha desapareceu sem deixar vestígios. Porém, a garota sempre enviava um presente a ele em seu aniversário, e ele continua recebendo o presente mesmo depois do sumiço da garota. Mikael se une a uma detetive hacker (e fantasia nerd ambulante) Lisbeth para desvendar o caso.

Um dos maiores problemas do filme dizem respeito justamente a personagem Lisbeth. Desperdiçando um tempo em cena precioso para resolver um (desnecessário) conflito com o tutor da garota, a sua trama ainda atrapalha completamente o desenvolvimento da história da garota desaparecida, que se revela complexa e impressionante e, o melhor, sem jamais parecer inverossímil ou exagerada, como um Código da Vinci da vida, por exemplo.

A história só anda, e o filme se revela realmente acima da média quando Mikael e Lisbeth finalmente se tornam parceiros em cena. Pena que com uma duração de duas horas e meia, e um início lento e irregular e com um ato final enrolado como poucos, isso represente um pouco menos do que eu gostaria.

NOTA: 6

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