Lunar


Lunar alcança a perfeição que outras ficções científicas quase atingiram nos últimos anos, como Distrito 9, Avatar e Presságio. Estréia do diretor Duncan Jones, o filme tem um roteiro surpreendente, fascinante tanto tematicamente quanto na construção de seu protagonista, o astronauta Sam Bell, interpretado por Sam Rockwell.

Sam Bell é o responsável por uma estação lunar, de onde uma empresa extrai energia para o planeta. Depois de três anos vivendo isolado, seu contrato finalmente está acabando, e ele aguarda ansioso seu retorno para casa. Porém, depois de um acidente, Sam começa a sofrer alucinações, que podem também esconder uma realidade muito mais terrível...

Ator de imenso talento e carisma, e cujo fato de não ter se tornado uma estrela é um completo mistério para mim, Sam Rockwell realiza uma interpretação mais do que notável, e que seu nome tenha sido esquecido na época de premiações é uma completa vergonha (e isso também vale para Confissões de uma Mente Perigosa). E vale dizer que a participação de Kevin Spacey, que dubla o robô Gertie é notável pelo imenso contraste com o Hal 9000 de 2001 - Uma Odisséia no Espaço.

Mas o diretor Duncan Jones se revela uma imensa surpresa, trabalhando com efeitos especiais que estão muito mais preocupados em criar um visual expressionista do que realista (reparem em como o planeta Terra é mostrado). E para completar, a trilha sonora do sempre genial Clint Mansell (parceiro habitual de Darren Aronofsky) mostra mais uma vez o trabalho de um músico extremamente subestimado. 

Contando com uma trama simples e repleta de detalhes geniais (que não posso nem me arriscar em contar), Lunar é mais um notável exemplo de filmes brilhantes que passam batidos aqui no Brasil, jogados direto em DVD, assim como um certo ganhador do Oscar no ano passado...

NOTA: 10

2 comentários:

pseudo-autor disse...

Achei um filme superestimado. É bom, mas nada que seja considerado extraordinário. O que me surpreendeu foi a interpretação do Sam Rockwell (que dificilmente me decepciona, vide suas performances em Choke e Homem de Ferro 2). Mas no final das contas é válido por nos apresentar a uma nova promessa do cinema: Duncan Jones, filho do David Bowie.

Cultura? O lugar é aqui:
http://culturaexmachina.blogspot.com

annastesia disse...

Bowie mostrando que tem bons genes. Début promissor de Duncan. Rockwell está muito bem, como sempre.

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