A Hora do Pesadelo (2010)


Meu único problema com a franquia de Freddy Krueger era o próprio protagonista: a atuação afetada de Robert Englund sempre me incomodou, embora faça um bom tempo que não revejo os filmes antigos, confesso. Mesmo assim, se posso dizer que gostei mais do Freddy Krueger de Jackie Earle Haley, também não posso dizer que gostei mais do filme, que apesar de várias boas idéias, sofre pela decepcionante direção de Samuel Bayer e um roteiro pra lá de preguiçoso.

O que me animava para ver este novo A Hora do Pesadelo era justamente o quanto a obra entraria numa discussão atual: o que seria mais maldoso numa época de recorrentes casos de pedofilia e outros tipos de violência contra a criança do que trazer o pedófilo assassinado por pais de vítimas que volta para matar suas antigas vítimas em seus sonhos (pena que não transformaram Freddy num padre, mas tudo bem)?

É uma pena que o filme se acovarde na discussão, e faça dos pais das vítimas como vilões em algumas determinadas partes, o que poderia ser interessante, caso não fosse apenas uma forma de mais suspense numa parte parada. Pior do que isso, é que o diretor Samuel Bayer, apesar de fazer um trabalho visual interessante, caia na velha fórmula de "crie sustos com acordes altos de música" durante todo o filme.

Mas confesso que apesar dos defeitos, o filme não me irritou como O Grito e outros do gênero, e se Jackie Earle Haley pouco pode fazer, graças aos quilos de maquiagem no rosto, ao menos seu trabalho vocal é muito melhor do que o antigo, e a maneira lenta e estática como anda, remeteu bastante ao inesquecível Nosferatu. Pena que não seja o bastante. Mas também não é tão pouco.

NOTA: 5

1 comentários:

annastesia disse...

Ah, essas refilmagens totalmente desnecessárias!! Não gostei nada de ver o nome de Freddy manchado com sangue falso.

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