Coração Louco


Jeff Bridges é o raro tipo de ator que é capaz de fazer qualquer filme mediano ser melhor, simplesmente porque está nele. E como fico feliz que a Academia finalmente tenha reconhecido seu esforço por sua atuação sublime neste Coração Louco, que mesmo sendo um bom filme, jamais faz juz ao seu protagonista.

A comparação com O Lutador é mesmo inevitável, mas infelizmente diminui ainda mais este: se o envolvimento de Mickey Rourke com Marisa Tomei era tudo menos romântico, aqui o novato Scott Cooper acredita que o relacionamento do cantor com a jornalista interpretada por Maggie Gyllenhaal é mais importante do que a amizade com o agente do cantor ou o velho amigo de bar, interpretado pelo sempre grande Robert Duvall. E nesse sentido, o equívoco é tão grande que torna o segundo ato chato e previsível.

Mas fora a extraordinára atuação de Bridges, outro diferencial de Coração Louco para qualquer outro filme é a trilha sonora magnífica, que assim como no excelente Apenas uma Vez, transcende a obra para outro nível sempre que se concentra nela, e é uma pena que o roteiro esteja tão pra trás nisso.

NOTA: 7

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