Um Sonho Possível


Pensar que este Um Sonho Possível estava lado a lado na indicação de Melhor Filme no Oscar ao lado de Preciosa chega a ser uma palhaçada: enquanto Preciosa conta uma história pesada, difícil de maneira igualmente pesada e difícil, Um Sonho Possível deixa de lado todos os aspectos mais fortes da história de lado, criando um feel-good movie, sendo bem-sucedido nisso, mas criando um filme desonesto. 

O que é realmente uma pena, já que a história real que baseou o filme é belíssima: Leigh Anne é uma mãe de família dedicada que decide ajudar Big Mike, um gigante desajeitado que fica amigo de seu filho. Aos poucos, ela vai conhecendo mais a sua trágica história e resolve cuidar dele em sua casa e ajudá-lo em sua carreira no futebol americano.

Gosto de Sandra Bullock: a considero carismática e acho que ela já provou em Crash - No Limite que é uma grande atriz, mas sua atuação neste Um Sonho Possível é competente e só, o que torna seu Oscar de Melhor Atriz uma baita marmelada (embora, repito: ela está bem no filme). Quinton Aaron como Big Mike... desculpem, Michael, também faz um bom trabalho, principalmente nas cenas envolvendo o jogo (embora eu me sinta na obrigação de dizer que ninguém vai fazer um trabalho de direção melhor ao mostrar partidas de futebol americano no cinema do que Oliver Stone em Um Domingo Qualquer). 

Passando por temas como drogas, racismo e violência de maneira incrivelmente artificial (assim como a dificuldade de Michael em aprender na escola, criando um conflito besta com um dos professores), Um Sonho Possível não é ruim a ponto de não funcionar como filme: é divertido e bem feito. Mas a história de Michael Oher e sua família merecia algo muito melhor.

NOTA: 6

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