Sempre ao seu Lado


Quando ouvi falar deste Sempre ao seu Lado pela primeira vez, não demorou para pensar que tratava-se de um filme que obviamente procurava emular o sucesso do ótimo Marley & Eu. Para minha surpresa, porém... não, zoeira, é exatamente o caso, e se não tivesse uma atuação tão simpática de Richard Gere e a direção eficiente de Lasse Halström (um especialista em filmes água-com-açúcar), Sempre ao seu Lado provavelmente seria um completo desastre.

A história é incrivelmente simples, mas funciona. Mesmo com uma parcela de tropeços bestas, a primeira metade do filme vai bem, e Richard Gere é um bom ator quando tem vontade, e em sua atuação simples e contida, misturado com uma alegria infantil que Gere não tem o menor medo de demonstrar, o filme já ganha um charme inegável. 

Infelizmente, depois de um acontecimento que não vou revelar, o filme tropeça e não levanta mais, estragando tudo o que tinha de interessante, e demonstrando tantos defeitos que fica difícil achar algo de bom: do exagero nos efeitos especiais para mostrar uma longa passagem de tempo através de uma árvore (numa cena particularmente constrangedora) e forçando a barra nessa passagem (quer dizer que os personagens continuaram por 10 anos no mesmo emprego e no mesmo lugar?), demonstrando uma preguiça incrível de criar situações mais divertidas ou dramáticas, Sempre ao seu Lado é o típico "Sessão da Tarde" que Halström sempre foi bom em fazer. 

Com a diferença que, dessa vez, ao invés de ser uma bobagem inofensiva, é uma bobagem e ponto.

NOTA: 4

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