Te Amarei Para Sempre


Considerando a idéia absurd... bem... idiota que o filme usa, chega a ser mais do que surpreendente que Te Amarei Para Sempre seja tão bom. Aliás, vale comentar que a mania de usar a palavra "Amor" em tudo que vem para os cinemas brasileiros, como em Up in the Air, Valentine's Day ou mesmo nesse The Time Traveler's Wife está irritando bastante. Mas divago...

Eric Bana faz o infeliz que desde a infância, depois de um acidente em que sua mãe morre, se torna capaz de viajar no tempo, embora ele não possa controlar o fenômeno. É então que ele conhece a infeliz interpretada por Rachel McAdams que é visitada por ele desde a infância, algo que os torna fatalmente num casal. O fator "idiota" do filme é que as viagens no tempo são causados por uma doença no DNA do personagem, algo que... bem... HAHHAHAHAHAHA...

Dito isso, Te Amarei Para Sempre surpreende, principalmente por lembrar em temática (e até no absurdo) o excelente Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, já que ambos utilizam tramas complexas para perguntar: porque decidimos ficar com outra pessoa, mesmo sabendo que, com o tempo, o amor deixará de existir (ou ao menos, diminuir)? E porque buscamos isso, se isso nos trás tanto sofrimento? 

É claro que no filme de Michel Gondry, isso é tratado com mais inteligência, mas em Te Amarei Para Sempre isso é tratado de forma muito mais dramática, e é interessante como as viagens no tempo do protagonista são utilizadas de forma sempre surpreendente: parece ser uma estranha metáfora para um marido ausente, narrado pela história de sua esposa (e a cena do casamento dos dois é a melhora maneira de enxergar isso). Empregando os efeitos especiais de maneira sutil, e jamais desviando a atenção do espectador, o diretor Robert Shwentke faz um belíssimo trabalho, utilizando cores de maneira tão competente que deixaria até Pedro Almodóvar com inveja.

Lidando ainda com temas que prefiro não citar (para que vocês se surpreendam como aconteceu comigo), Te Amarei Para Sempre é um romance lindo e original, e que prende o espectador do início ao fim. E é uma pena que a maldita distribuidora brasileira tenha colocado um título de novela mexicana que, certamente, afastou boa parte do público. Mas não se enganem: vale a pena.

NOTA: 8,5

2 comentários:

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Tiago Lipka disse...

Por favor, sem spoilers nos comentários...

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