Salve Geral


Salve Geral tem um grande trunfo e um grande problema, e isso só no roteiro: por um lado, o roteiro consegue de maneira habilidosa criar toda a situação que levou aos dias de caos em São Paulo, utilizando diversos personagens em diversas situações, deixando claro a terrível proporção do ocorrido. Por outro lado, é incrível que o filme erre no que, teoricamente, seria o mais fácil: a história da mãe, vivida por Andrea Beltrão que luta para tirar seu filho da cadeia (para onde foi, e deveria ficar e ponto).

Depois que seu filho é preso, por exemplo, é interessante que o roteiro surpreenda o espectador ao fazer a mãe praticamente deixar o filho de lado, fazendo visitas íntimas com outro detento, mas a maneira como o romance entre os dois acontece beira tanto o artificial, que a primeira cena romântica dos dois parece, na verdade, quase um estupro no início. E para piorar, apesar da competência de Andrea Beltrão e Denise Weinberg, o fato é que o relacionamento entre as duas é esquisito, e só convence pelo talento das atrizes.

Mas o diretor Sergio Rezende acerta na condução da história, misturando de forma orgânica algumas cenas reais da tragédia em meio ao filme. Só é uma pena que o clímax do filme seja tão descontrolado e fora de hora: para se ter idéia, depois das cenas mais fortes e impactantes, ainda temos mais quarenta minutos de filme, praticamente, que ainda se arraaaaaaaaaaaaasta pra terminar. 

E by the way... que baita falta de colhões jamais citar o nome do PCC no filme...

NOTA: 6

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