Por Uma Vida Melhor


Beleza Americana e Foi Apenas um Sonho, dirigidos pelo talentoso Sam Mendes podem mostrar uma visão cínica e pessimista do "American Way-of-Life", mas podem facilmente ser interpretados como filmes sobre personagens egoístas, dispostas a encontrar a felicidade a qualquer custo. De qualquer forma, este Por Uma Vida Melhor pode ser visto como a extrema antítese destes dois filmes, mostrando  uma bem-vinda visão mais otimista de Mendes, que aqui narra a história de um casal que, prestes a ter a primeira filha, resolve viajar em busca de um lugar para construir seu lar.

Utilizando o estilo "road-movie", o filme soa episódico, mas jamais chato ou disperso. O casal, protagonizado com talento por John Krasinski e Maya Rudolph, embora estejam em seus 30 e poucos anos, parecem muito mais um casal de adolescentes ainda na fase abobada da paixão. O que a viagem representa para eles inicialmente é a busca por um lugar em que eles se identifiquem, mas é o que a viagem acaba representando que torna Por Uma Vida Melhor um dos filmes mais belos já lançados nos últimos tempos.

Com uma fotografia simples e bela (que me lembrou do ótimo Sideways), Sam Mendes fez um filme tão modesto e despretensioso que atinge certo o espectador, como Pequena Miss Sunshine ou A Garota Ideal, por exemplo, mas infelizmente não alcançou a mesma popularidade (nem mesmo nos EUA) como estes dois conseguiram, o que é lamentável.

Contando com um senso de humor as vezes doce (as tentativas de acelerar a batida do coração do bebê), e as vezes beirando o humor negro (a mãe bêbada que acha que sua filha de 9 anos é lésbica), Por Uma Vida Melhor é mais um grande filme que passou batido, e é lamentável que ele tenha sido esquecido numa certa cerimônia... que resolveu indicar até um desenho animado como Melhor Filme.

NOTA: 10

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