O Fim da Escuridão


Interessante, mas eu não havia me dado conta de quanto sentia falta de ver Mel Gibson protagonizando um filme. Deixando de lado as polêmicas em que ele se envolveu e tudo mais, poucos atores são tão carismáticos e tem o dom de parecerem verdadeiros "Badass Motherfucker" com tanta facilidade. O Fim da Escuridão é um bom filme, com alguns problemas, sim, mas um retorno mais do que digno para Mel Gibson.

Dirigido pelo competente Martin Campbell, conta a história de Thomas Craven (Gibson), um policial que, pai solteiro, recebe a filha em casa depois de muito tempo, só que quando os dois saem de casa, um assassino grita "Craven" e dispara um tiro fatal em sua filha. Inicialmente, a polícia trabalha com a teoria de que Thomas era o alvo, mas ele numa investigação paralela, acaba descobrindo que as coisas não foram bem assim, e acaba se envolvendo numa complexa trama com a corporação qem que ela trabalhava.

A estrutura do roteiro lembra a do ótimo O Jardineiro Fiel de Fernando Meirelles, em que o personagem ao investigar o assassinato de sua mulher, acaba descobrindo que não sabia nem metade de quem era sua esposa. E o roteiro ainda conta com um recurso interessante de criar alucinações visuais e auditivas no protagonista, deixando claro que apesar de se comportar perante aos outros com frieza, a morte de sua filha consumiu muito mais de si do que qualquer um pode imaginar.

Além disso, o misterioso personagem interpretado por Ray Winstone adiciona ainda mais tensão e conflito, e seus diálogos com Gibson são, sem dúvida, os melhores momentos do filme. Dito isso, é uma pena que o normalmente confiável Danny Huston consiga em poucos minutos estragar completamente o mistério que envolve seu personagem, deixando claro que é um vilão e pronto.

Talvez eu esteja dando uma nota maior da que o filme realmente merecia, mas o fato é que O Fim da Escuridão funciona bem, e tem um desfecho forte e surpreendente em seu significado. Só é uma pena que a última cena seja uma das coisas mais patéticas dos últimos anos. Mas eu consigo ignorá-la. 

NOTA: 8

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