Código de Conduta


Dirigido pelo competente F. Gary Gray e escrito pelo maiomeno Kurt Wimmer, Código de Conduta é um filme sensacional, envolvente e impactante... até que se torne uma das maiores besteiras lançadas nos últimos tempos. Chega a ser revoltante que um filme que se apresente com tanta elegância e inteligência se torne um filme de ação estúpido, que no lugar de Gerard Butler e Jamie Foxx, poderia muito bem ter Van Damme e Dolph Lundgren.

O filme é sobre um homem que depois de ter sua família assassinada (na chocante cena inicial), é obrigado pelo advogado que cuida do seu caso a fazer um acordo com um dos criminosos, que por isso, será solto em breve. Até aí tudo bem. 10 anos depois, o homem se vinga de seus assassinos e vai preso, e novamente, até aí tudo bem. Mas o filme parece dedicado a fazer dele o cara mais fodão do universo, um verdadeiro Chuck Norris com cérebro, e quando um personagem surge para revelar seu passado e explica qual a verdadeira trama... não há outra reação a não ser gargalhadas.

Foxx e Butler estão ok, principalmente Butler que no início atua com uma fragilidade tocante e perfeitamente adequada ao personagem. Mas eles não podem salvar um filme tão estúpido, assim como o diretor F. Gary Gray, que faz o possível para fazer uma obra relevante: como não admirar a belíssima montagem que alterna uma apresentação de música clássica com a execução de um preso? Ou até mesmo, a surpreendente violência que o filme apresenta (já que os diretores de filmes de ação parecem ter perdido seus cojones há tempos, nesse sentido)?

Infelizmente, é triste que o filme não apenas se revele apenas mais um filme de ação qualquer, como também se torna estúpido e ofensivo nas raras partes em que tenta ser algo a mais. E se dou alguma nota para Código de Conduta, esta vai para a belíssima abertura, que me enganou certinho.

NOTA: 4

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