Cativeiro


Poucas coisas me frustram mais como cinéfilo do que ver um diretor talentoso fazer porcarias: Peter Jackson em Um Olhar do Paraíso, Coppola em Jack, ou Rolland Joffé, dos clássicos Os Gritos do Silêncio e A Missão fazer esta merda que é Cativeiro. E peço desculpas por ser tão rude, mas é isso que o filme é: uma merda. Sub-produto de Jogos Mortais e O Albergue, Cativeiro é um torture-porn com pouco torture e nenhum porn. Aliás, segunda vez que Elisha Cuthbert faz um filme que envolve porn e fica vestida o tempo inteiro (ver Show de Vizinha), mas divago.

Contando com um dos roteiros mais Joselitos que já vi, o filme começa ruim, mas acredite, eles sempre acham um jeito de piorar. Se o sequestro da protagonista é bizarro, espere para ver o vilão a assustando... ao ligar o chuveiro! E correndo o risco de fazer um spoiler, o final da história se revela tão burro, idiota, retardado e estúpido que é inacreditável lembrar que Joffé foi o mesmo diretor a criar uma das cenas finais mais belas de todos os tempos em Os Gritos do Silêncio.

Ruim demais para ser um exercício de gênero ou algo parecido, Roland Joffé provavelmente queimou a cara (trocadilho infame, eu sei) nesta porcaria que, na tentativa de se aproveitar de um sub-gênero cinematográfico que já tinha sido mal-sucedido antes de sua estréia, só consegue ser uma comédia involuntária. Mas quer saber? Nem isso Cativeiro faz direito.

NOTA: 0

0 comentários:

Real Time Web Analytics