Um Jogo de Vida ou Morte


Dirigido por Kenneth Branagh, Um Jogo de Vida ou Morte é um remake de Jogo Mortal, que trazia Laurence Olivier e Michael Caine no longo duelo verbal. Nesta nova versão, Caine assume o papel de Olivier e Jude Law substitui o personagem de Caine (pela segunda vez, diga-se de passagem: a primeira foi em Alfie - O Sedutor). O filme fala sobre um escritor bem sucedido que é confrontado pelo jovem amante de sua esposa, que quer o divórcio. Porém, o veterano resolve brincar psicologicamente, e os dois acabam num confronto cada vez mais perigoso.

Como não assisti o original (para minha tristeza), não posso compará-lo, mas o maior problema de Um Jogo de Vida ou Morte vem da direção de Branagh, que abraça a teatralidade, e cria um visual extremamente artificial para o filme. E isso pode ser sentido logo no início, quando Caine vai levando o jovem a todos os cantos da casa. Vários filmes já provaram que é perfeitamente possível criar uma obra tensa em apenas uma locação (como A Morte e a Donzela, 12 Homens e uma Sentença ou O Quarto do Pânico), mas poucas conseguiram soar tão artificiais logo de cara.

Mas o grande mérito do filme está nas ótimas atuações de Michael Caine e Jude Law: se o primeiro faz um trabalho calmo e divertido, Jude Law exagera, beira o caricato, algo que pode incomodar no início, mas não só faz sentido no final, como também se mostra uma escolha inteligente, afinal no terceiro ato sua aparente instabilidade o torna ameaçador e trágico.

Alegoria interessante do amor visto de maneira racional por dois homens (cujo final soa perfeito, nesse sentido), Um Jogo de Vida ou Morte também é um pouco prejudicado pelo ritmo lento de algumas cenas, mas certamente irá agradar quem é fã dos atores, ou para quem gosta de ver boas atuações em dois personagens antagonistas.

NOTA: 7

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