Um Crime de Mestre


"Filmes de julgamento" sempre são interessantes quando conseguem fugir do lugar comum, e o diretor Gregory Hoblit já realizou um ótimo: As Duas Faces de um Crime, com a clássica atuação de Edward Norton. Um Crime de Mestre também consegue fugir de algumas regras, principalmente na construção do arco dramático do advogado, mas infelizmente recorre a alguns clichês e um tom esquemático que atrapalham a obra no todo.

Aliás, é interessante como o roteiro funciona tão bem na construção dos personagens, mas recorra a cenas blazés de tão ruins para contar a história: reparem por exemplo em como o advogado, vivido por Ryan Gosling tem uma trajetória interessante e inteligente, e a belíssima atuação de Gosling complementa isso de maneira perfeita, já que o ator atua com tamanha arrogância, que quando chega o momento em que o personagem muda sua postura, imediatamente o identificamos como um herói trágico por natureza. Enquanto isso, o também talentoso Anthony Hopkins parece se divertir a beça criando mais um de sua galeria de assassinos inteligentes.

Quanto a parte ruim do filme, Um Crime de Mestre tem uma cena patética na qual Ryan Gosling questiona a médica sobre o coma de uma determinada personagem, uma cena que era para ser dramática, mas causa risos involuntários pelo absurdo. E se por um lado admiro a maneira como o filme encontra seu desfecho, por outro lado não dá para ignorar o número de absurdos que ele cometeu para chegar lá.

NOTA: 7

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