Terror na Antártida


Terror na Antártida em seus melhores momentos, me lembrou do subestimado Insônia de Cristopher Nolan, já que ambos os filmes utilizam com inteligência o local onde ocorre a trama. Infelizmente, apesar de vários elementos interessantes, o filme dirigido por Dominic Sena decepciona pelo excesso de flashbacks e por aposta muito mais no mistério da trama, que é bem previsível do que o diretor gostaria.

Protagonizado por Kate Beckinsale (na primeira atuação boa que eu vejo da moça), o filme conta a investigação de um assassinato na Antártida, que por ser o primeiro naquela região ganha a atenção da ONU e faz com que a área seja evacuada, dando um prazo curto para que o assassino seja preso. De início, Terror na Antártida faz um bom trabalho ao retratar a rotina das pessoas que vivem naquela imensidão gelada, e Sena faz um ótimo plano-sequência logo no começo, mostrando isso, e ainda realiza outra ótima cena quando o médico do local explica como o corpo deve se acostumar com a temperatura para jovens recém-chegados ao lugar.

Além disso, o filme é bem-sucedido ao mostrar as enormes dificuldades da investigação em meio a Antártida, e a cena de perseguição que parece durar uma eternidade, quando o espaço físico não deve ser maior que dez metros não é apenas inteligente e eficaz, mas incrivelmente tenso. Mas é lamentável que apesar de todos esses méritos, o filme caia em tantos clichês desnecessários. A montagem falha de maneira absurda ao mostrar os flashbacks, que surgem intrusivos e dizem pouco, e ainda comete a falha de repetir cenas que aconteceram a poucos minutos, algo no mínimo estúpido. Mesmo assim, o resultado final é o de um bom filme, que nas mãos de outro roteirista poderia ser realmente sensacional.

NOTA: 6

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