Substitutos


Existem duas maneiras de analisar Substitutos: 1) é um ótimo filme de ação, que tem o diferencial de ter uma temática fascinante, que toca em pontos delicados da sociedade moderna; ou 2) é uma ficção científica capenga que ao invés de trabalhar seu tema fascinante prefere ser um filme de ação. Infelizmente, em nenhum dos casos o filme chega a escapar de ter um roteiro fraco e, pior, um visual desinteressante demais.

Substitutos tem um início fascinante: em uma rápida montagem, vemos a origem dos tais substitutos: máquinas iguais a seres-humanos que podem ser controlados por pessoas com deficiência física, mas logo toda a humanidade opta por ter seu próprio substituto, e de maneira fascinante, essa montagem mostra tanto a aceitação da sociedade quanto seu impacto em diversas situações, como a queda da criminalidade, por exemplo.

Logo, um assassinato é cometido, mas um substituto é assassinado e o humano que o controlava também morreu... e daí o filme vira um policial como já vimos dezenas de vezes. Jonathan Mostow é um bom diretor, mas desde o terrível Exterminador do Futuro 3, tem mostrado uma inclinação cada vez maior por efeitos visuais em excesso, algo que incomoda o tempo todo em Substitutos. E se Bruce Willis encarna o mesmo tipo durão de sempre (com o carisma de sempre, ou seja, está bem), Radha Mitchell e Ving Rhames beiram o constrangedor, enquanto o sempre interessante James Cromwell não tem muita oportunidade de mostrar seu talento.

Contando ainda com um final que, se não é corajoso, ao menos é moralmente discutível, Substitutos é o típico filme hollywoodiano que se não incomoda, também não faz falta. Uma pena.

NOTA: 6

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