O Lobisomem


Atualmente, vampiros e lobisomens não comem ninguém (em nenhum dos sentidos), portanto este O Lobisomem é um filme mais do que bem-vindo ao gênero, não apenas por respeitar a história de seu personagem central, como também uma alta dose de violência que eu certamente não esperava. Infelizmente, não é um filme perfeito, tendo várias falhas bobinhas no roteiro (principalmente o final mais do que previsível), mas ainda assim garante a diversão.

Benicio Del Toro é Lawrence, um ator que ao descobrir que seu irmão desapareceu volta a mansão do pai nos arredores de Londres para ajudar a encontrá-lo, mas ao chegar descobre que ele já está morto. Decidido a investigar o que matou seu irmão (um doce pra quem adivinhar o que matou ele), ele é ajudado pela viúva Gwen, e seu pai, interpretado com um tom divertido e cartunesco por Anthony Hopkins.

Contando com um elenco fantástico, é curioso que O Lobisomem não tenha absolutamente nenhuma cena realmente bem interpretada. Claro que há bons momentos (especialmente de Hopkins), mas no geral, o filme funciona mesmo é quando o bicho corre solto e causa a gráfica matança. Os efeitos especiais da produção, unidos com o sempre competente trabalho de maquiagem de Rick Baker fazem com que a criatura não apenas tenha um visual ameaçador, mas também bastante peculiar. 

As sequências de ação do filme são o grande atrativo da produção, que reconstrói a Londres vitoriana de maneira exemplar, assim como o recente Sherlock Holmes, embora Joe Johnston não seja nenhum Guy Ritchie, fazendo um trabalho muito mais burocrático, embora bastante competente. Se você é fã da fera e do gênero de terror e ficou traumatizado com Crepúsculo e Lua Nova, então O Lobisomem é o filme para você.

NOTA: 7,5

2 comentários:

Elton Telles disse...

É cilada, Bino! =D

Tiago Lipka disse...

hahaha... Admito que exagerei na nota, pense que na verdade dei um 6, mas eu realmente me diverti.

O Lobisomem é meu guilty pleasure do ano... =P

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