G.I. Joe - A Origem de Cobra


Quando G.I. Joe começou, e logo nos primeiros 5 minutos iniciava a primeira grande cena de ação, até relevei: vários filmes bons começam com cenas assim e logo vão desenvolvendo os personagens e a história. O surpreendente é que percebi que aquele meio minuto em que os personagens se apresentavam ERA o desenvolvimento dos personagens. Mas eu devia saber: Stephen Sommers não é só um diretor ruim, mas também um diretor que depende tanto dos efeitos especiais que parece se esquecer de todo o resto.

Fora todos os furos de roteiro, que quem assistiu deve saber de cor: é pedir demais que os personagens sintam frio no Pólo Norte? E o que dizer das armaduras que, no início suportam qualquer tipo de arma contra elas, mas logo depois são sensíveis a granadas? E por mais que seja bem bacana ver o decotão de Sienna Miller e Rachel Nichols, como elas conseguem sobreviver as batalhas usando apenas roupas de couro apertadas?

Os efeitos especiais vistos no filme são bem feitinhos, mas jamais parecem reais (reparem nos helicópteros). Os flashbacks usados para contar a história são incrivelmente embaraçosos. O elenco, que inclui bons atores como Dennis Quaid, Joseph Gordon-Levitt, Jonathan Pryce (e a própria Sienna Miller) está terrível, medonho. E por pior que esteja Marlon Wayans no filme, minha indicação para o Framboesa de Ouro iria para a patética atuação de Arnold Vosloo.

Enfim, nada se salva nessa merda que é G.I. Joe - A Origem de Cobra. E para os marmanjões que adoraram o filme, um recado: por mais que seja engraçado tirar sarro das garotas que gostam de Crepúsculo e Lua Nova, ao menos esses dois filmes tinham um pingo de história. Tenha muita, mas muita vergonha.

NOTA: 0

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