Verônika Decide Morrer



Adaptado no livro de Paulo Coelho (que eu não li), Verônika Decide Morrer é um bom filme que infelizmente não dá conta de trabalhar sua história, e acaba apelando para clichês quando lhe convém. O filme começa interessante, e até mesmo o suicídio da personagem, por mais estilizado que pareça, (com direito a Radiohead no fundo...) é retratado de maneira dura e realista. Logo depois, Verônika é enviada para uma clínica psiquíatrica, e depois de um promissor desenvolvimento (Verônika realmente quer morrer e os funcionários da clínica não são monstros), o filme se perde num romance que surge de maneira forçada.

Dirigido por Emily Young, o filme tem o triunfo de apresentar uma atuação marcante de Sarah Michelle Gellar, que mostra uma interpretação madura e anos luz a frente de seu melhor trabalho anterior (no bonzinho Segundas Intenções). David Thewlis como o psiquiatra merecia muito mais tempo em tela, mas faz mais uma vez um trabalho primoroso. E se Melissa Leo pouco pode fazer com sua personagem, Victor Steinbach em apenas uma cena, faz uma atuação marcante e emocionante como o pai de Verônika.

Com um bom desfecho, que sofre pelo mal desenvolvimento da narrativa, Verônika Decide Morrer é um filme interessante, mas que perdeu a ótima oportunidade de se juntar a obras como Mar Adentro, quanto a discussão do direito de escolha quanto a própria morte. Deixou isso de lado para se tornar um feel-good movie, mas pelo menos nisso foi bem sucedido.

NOTA: 6,5

PS: Como eu disse, não li a obra de Paulo Coelho. Alguém sabe se a adaptação foi fiel ou não? Pois fiquei interessado em ler...

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