Vampiros de Almas



Vampiros de Almas foi a primeira adaptação cinematográfica do famoso conto de Jack Finney, Os Invasores de Corpos (que recentemente foi refilmada em Invasores). Dirigido por Don Siegel, o filme pode ser visto como uma metáfora do medo do comunismo nos Estados Unidos, mas o diretor deixa a parte política completamente de fora, investindo sim na tensão da história, decisão que se revela acertada.

Apesar de ser um marco do cinema de ficção científica, o roteiro do filme é fraquíssimo, investindo num romance que apesar de ganhar força no desfecho, atrapalha o desenvolvimento da história. E se os diálogos expositivos até podem ser perdoados pela época em que o filme foi feito, a narração em off que acompanha o filme é tão desnecessária que beira o estúpido em diversos momentos (complementam o óbvio, e nos piores casos, repetem o que acabou de ser dito).

Por outro lado, o diretor Don Siegel consegue criar um filme interessante apesar do fraco roteiro, graças a seu talento na composição dos enquadramentos como no momento em que o corpo desperta na casa de um personagem, ao inclinar o enquadramento na primeira cena que mostra como surgem os corpos ou ao alternar closes fechadíssimos dos protagonistas com planos abertos mostrando a população da cidade se reunindo (e vale comentar que os efeitos especiais da produção são surpreendentes para a época).


Kevin McCarthy se revela um protagonista interessante e surpreende nas cenas mais assustadoras, enquanto Dana Wynter era uma atriz linda e se limitava a isso. Vampiros de Almas (tradução nojenta...) merece destaque por ser a primeira das quatro refilmagens do conto, que até hoje mantém uma constante (e triste) relevância.

NOTA: 7

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