O Sequestro do Metrô 123



Dirigido pelo "Michael Bay-pai" Tony Scott, este remake de um filme dos anos 70 (que eu não vi) começa bem, aliás tão bem, que eu jurava que iria me surpreender novamente com um filme do diretor (como no ótimo Jogo de Espiões). Infelizmente, depois da metade o filme mostra uma falta de confiança incrível na história que está contando e aí já viu: acidentes de carro surreais de tão desnecessários e sub-tramas que na tentativa de surpreenderem, só servem como tapa-buraco mesmo.

O Sequestro do Metrô 123 conta a história de... er... um sequestro de um metrô, comandado por Ryder (John Travolta) que decide fazer a negociação com o operador da linha, Garber (Denzel Washington). O roteiro de Brian Helgeland (um roteirista as vezes genial e as vezes preguiçosíssimo) consegue estabelecer de maneira interessante o cotidiano dos personagens, e a maneira como o filme começa é realmente exemplar, com diálogos econômicos e rápidas ações que já prendem o público no início. Infelizmente, principalmente depois da metade, é uma pena ver um roteirista experiente como Helgeland criar diálogos tão ruins como a estúpida pergunta de um jornalista ao prefeito.

Tony Scott faz um trabalho até razoável na direção, e assim como em Jogo de Espiões, sua pirotecnia visual acaba soando orgânica a trama, embora o desfecho seja tão mal realizado, decepcionante e estúpido que logo lembramos porque Tony Scott não é um dos nomes mais empolgantes que existem no cinema. Denzel Washington e John Travolta estão bem em seus personagens, mas o clima do filme é o de atuações no piloto automático, aliás, assim como o filme inteiro acaba se revelando...

NOTA: 5

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