O Grande Chefe



Comédia divertida e até despretensiosa para os altos padrões de Lars Von Trier. Sua trama farsesca conta a história de um ator que é contratado para assumir o papel de chefe de uma empresa, sendo que o homem que o contratou é o chefe de verdade, mas nunca contou a ninguém para que assim tivesse mais autoridade para manipulá-los.

O Grande Chefe tem uma brincadeira curiosa com a linguagem cinematográfica, como a narração do próprio Von Trier, mas esses são os pontos mais fracos do filme, já que o elenco surpreende e muito com suas divertidas interpretações, com claro destaque a Peter Gantzler e Jens Albinus como os protagonistas (e vale lembrar da presença da belíssima Iben Hjejle, musa de Alta Fidelidade). Utilizando um estilo de filmagem bizarro (lembra o estio das cenas musicais de Dançando no Escuro, com várias câmeras filmando a mesma cena), o filme também é visualmente interessante, o que é uma característica habitual do diretor.

O Grande Chefe também possui uma forte crítica a velha mentira corporativa de que os empregados formam uma família, algo que o filme satiriza de maneira hilária, mas há também uma brincadeira sacana de Lars Von Trier com o personagem do ator. Talvez depois de passar por tantas brigas de ego com atores em Dançando no Escuro ou em Dogville essa seja sua vingança. De qualquer maneira, é divertidíssimo.

NOTA: 8,5

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