Apenas Uma Vez



Apenas Uma Vez tem um mérito inegável: com baixo orçamento compensado pelo talento dos envolvidos, conseguiu o que Hollywood sempre tentou em seus filmes musicais: envolver os personagens e as músicas de maneira natural e envolvente. As músicas compostas para o filme por Glen Hansard e Marketa Irglova (que também protagonizam o filme) são simples e belíssimas, e escritas com sensibilidade e entrega total, algo raro de encontrar na música atualmente.

Escrito e dirigido por John Carney, o filme conta a história de um músico de rua (Hansard) que conhece uma vendedora de flores que também possui um grande talento musical (Irglova). Enquanto os dois parecem se apaixonar, o músico decide fazer uma gravação de suas músicas em um estúdio com a participação da garota no piano.

O filme usa de uma simplicidade tocante para contar a história de amor entre os dois: logo após se conhecerem, enquanto os dois compõem suas músicas, perceba como ambos começam a ouvir a voz um do outro nos backing vocals. Além disso, uma das cenas mais tocantes do filme é quando o músico compõem uma música em frente ao computador: se de início parece que ele está gravando a música, somos surpreendidos ao ver o que na verdade ele estava vendo. Glen Hansard e Marketa Irglova podem não ser atores, mas dão performances dignas de Oscar, repletas de talento e sutilezas, e destaco o momento em que o músico ouve pela primeira vez uma música composta pela garota.

Carney fez um filme magnífico com simplicidade e enorme carinho pelos personagens, algo que é sentido desde os primeiros segundos do filme. É claro que essa "simplicidade" esconde uma genialidade incrível, como o plano sequência que apresenta a garota, ou o momento em que ela anda pelas ruas cantando sua primeira composição. Moulin Rouge, Chicago e afins ficaram no chinelo, e bonito.


NOTA: 10

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