Amor Sem Escalas


Amor Sem Escalas é uma óbvia evolução do diretor Jason Reitman, que em seus dois filmes anteriores, Obrigado Por Fumar e Juno, se mostrou um diretor apenas correto, que fez bons filmes graças ao elenco. Aqui, ele novamente trabalha com um grande elenco, mas sua direção se mostra mais presente e forte. Em meio ao clima de comédia romântica, Reitman aproveita e faz um interessante filme sobre a crise econômica que abalou o mundo (observem a direção de arte e a maneira como o diretor mostra os escritórios vazios e decadentes).

George Clooney é Ryan, um homem especializado em demitir pessoas, e que faz seu trabalho por todos os lados nos Estados Unidos. Extremamente confiante na importância de seu trabalho e de como ele o faz, logo ele se vê ameaçado pela tentativa de uma novata em sua empresa de fazer as demissões via internet, economizando para a empresa em passagens aéreas. 

O roteiro que foi premiado pelo Globo de Ouro, na verdade não é tão bom assim. Há vários conflitos forçados, principalmente o de Ryan que é obrigado a levar  a garota da empresa junto na viagem, e por mais divertida que seja a garota (e a interpretação de Anna Kendrick), a personagem jamais rende nenhum momento realmente inspirado, e os momentos em que ela questiona o estilo de vida de Ryan são óbvios e péssimos. Enquanto isso, George Clooney continua melhorando cada vez mais, e sua química com Vera Farmiga (que tem a melhor atuação do filme) é invejável, mas vale também destacar a surpreendente atuação de Jason Bateman como o desprezível chefe do personagem.

Contando com um desfecho de forte ironia dramática, Amor Sem Escalas é provavelmente o melhor trabalho na direção de Jason Reitman, que só não decola de vez pelo excesso de bobagenzinhas no roteiro. Mesmo assim, fico satisfeito em ver o desenvolvimento do diretor, que se continuar assim, talvez chegue perto do talento de Alexander Payne, por exemplo.

NOTA: 8,5

1 comentários:

Tiago Ramos disse...

Nas Nuvens é um bom filme - sensível e humano - que não deixa de ser extremamente sobrevalorizado à face de todos os prémios e nomeações que tem conseguido, mas que se torna perfeitamente compreensível. A situação actual - ainda mais a norte-americana - é a mesma de Up in the Air. Chegou na altura certa e com isso Jason Reitman soube ser inteligente. É dramático, comovente e veraz, mas não deixa de ser um feel good movie, mesmo nos desfechos mais tristes.

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