Guerra ao Terror



Guerra ao Terror é um filme de guerra a altura de clássicos do gênero, como Platoon, Além da Linha Vermelha ou Apocalypse Now, e junto com Caminho para Guantánamo é o melhor filme lançado sobre as Cruzadas promovidas pelos Estados Unidos contra o Oriente Médio. Dirigido de forma surpreendente por Kathryn Bigelow, o filme narra o cotidiano de uma equipe de três rapazes que trabalham desarmando bombas no Iraque.

Bigelow cria um perfeito clima de batalha urbana durante todo o filme, e mantém a tensão alta durante todo o tempo. Com um excelente trabalho de montagem, consegue demonstrar o tamanho do perigo que os soldados vivem em seu cotidiano, já que até mesmo um rapaz andando pela rua pode estar ali só para distraí-los por um segundo. Além disso, o roteiro equilibra bem estas cenas com outras mais "leves", como as sessões de um soldado com o psicólogo do exército, ou a amizade de um soldado com um garoto iraquiano.

Surgindo como a grande surpresa da produção, Jeremy Renner cria um personagem inesquecível e extremamente trágico: se de início ele simplesmente parece um sortudo arrogante, aos poucos ele se mostra um líder preocupado e dedicado e pior: sua tragédia está no vício da adrenalina da batalha, tragédia essa que o filme ilustra aos poucos e de maneira sempre surpreendente. Enquanto isso, atores mais conhecidos como Guy Pearce, Ralph Fiennes e David Morse criam grandes personagens mesmo com seu pouco tempo em tela (especialmente Guy Pearce).

Contando com cenas geniais, como a abertura é desde já um clássico, Guerra ao Terror lida com temas difíceis por natureza, mas por opção é um drama humanista, que deixa a política apenas como pano de fundo, algo sempre bem vindo em produções como essa. Tenso, pesado e surpreendente em todos os momentos, Guerra ao Terror é o grande filme de guerra desta década, e realmente torço para que ele seja lembrado no Oscar.

NOTA: 10

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