Speed Racer



Speed Racer é o filme mais recente dos irmãos Wachowski, que apareceram para o mundo com o ótimo Matrix, apenas para realizarem duas continuações regulares e o roteiro do bom-mas-poderia-ser-muito-melhor V de Vingança. Dito isso, o filme tem o que os irmãos sabem fazer de melhor: criar um visual impressionante e que mesmo em seus exageros é perfeito para a história e o tipo de linguagem usadas no filme, algo que eleva Speed Racer de um típico filme-família para um baita filmaço que merece ser visto e estudado (e não estudado como os livros pseudo filosóficos que Matrix acabou originando). 

Com um roteiro bem escrito, o filme adapta o animê de 1900 e bolinha com grande sucesso as telas, e se elogiei o visual no primeiro parágrafo, é preciso dizer que o trabalho do elenco é fenomenal, em especial Susan Sarandon e John Goodman como os pais de Speed, que fazem de suas cenas as melhores do filme; enquanto isso, Emile Hirsch continua mostrando que é um grande ator e de grande carisma, algo que só começou a aparecer depois de sua excelente performance em Na Natureza Selvagem. E agora para algo que nunca pensei em escrever na vida, a atuação do macaco Zéquinha é outro grande destaque, enquanto Christina Ricci com seus olhos grandes e expressivos praticamente nasceu para a viver sua personagem. 

Contando uma história simples de maneira criativa, o filme alterna ótimos momentos entre família com grandes cenas de ação, que fora as cenas de corridas, obviamente, ainda tem uma ótima cena de luta na neve e uma perseguição a um caminhão que são de tirar o fôlego. Mas o ponto forte de Speed Racer está na maneira como o roteiro foi construído, e com um raciocínio simples e eficaz, consegue fazer com que as corridas de carro vistas no filme soem muito mais importante do que realmente parecem. 

E esse texto foi escrito por uma pessoa que teve antipatia pelo filme desde o primeiro trailer.



NOTA: 9

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