A Outra



Com um elenco excelente e uma boa história nas mãos, deve ter sido um imenso esforço para o diretor Justin Chadwick transformar A Outra num filme ruim e chato. Se na primeira metade o elenco consegue salvar a salada de clichês dos diálogos, na segunda o filme fica arrastado e perde completamente o rumo. Produzido com aqueles ares de 'fazer justiça histórica' a algum personagem que ficou mal falado, A Outra falha ao não saber como contar seua história, e pior: não saber que história está contando.

Protagonizado pelas tais irmãs Boleyin (Natalie Portman e Scarlett Johansson), mostra como as duas através de intenções financeiras de suas família se envolvem com o rei da Inglaterra na época (Eric Bana) como amantes para darem um filho a ele. Quem espera, portanto, uma análise crítica da situação, esqueça: o roteiro faz questão de lidar a complexidade da trama com o mesmo cuidado que os roteiristas da Globo tem em suas novelas. Quem espera um romance malicioso (como o excelente Asas do Amor), esqueça: há sensualidade de menos, e bem... partos demais.

E quando digo que o roteiro é descuidado, mais ainda é a direção de Chadwick: é no mínimo impressionante que durante todo o filme acompanhemos três partos e nenhuma cena com os bebês depois, como se as mães simplesmente esquecessem seus filhos. Dito isso, os conflitos familiares que envolvem os casamentos combinados, ou no caso, os adultérios combinados são risíveis a ponto de lembrarem o casamento arranjado mostrado na comédia Em Busca do Cálice Sagrado.

Natalie Portman e Scarlett Johansson tem uma boa química e convencem em suas respectivas personagens, mas o destaque fica para Eric Bana, se divertindo ao máximo como seu pervertido personagem e que acaba dando a verdadeira mensagem por trás do filme: quão sortudo é um cara que pode escolher entre Johansson e Portman?

NOTA: 3

0 comentários:

Real Time Web Analytics