Feliz Natal (2005)



Feliz Natal é um bom filme sobre uma história extraordinária: em meio a Primeira Guerra Mundial, soldados alemães, franceses e escoceses combinam um cessar-fogo para celebrarem o natal e não apenas isso: comemoram juntos. Uma história tão bela e inusitada, com uma mensagem tão positiva sobre paz é tão forte que seria e... bem... foi fácil escorregar na construção do roteiro.


Christian Carlon que escreveu e dirigiu o longa usa de uma narrativa interessante para contar a história, fazendo uma espécie de Short Cuts da situação, mas infelizmente ele erra logo no primeiro ato ao se concentrar demais no casal de cantores que, de longe, são os personagens mais desinteressantes do filme, que inclui um tenente alemão judeu, um padre escocês que não exita em sair das trincheiras para tentar salvar seus amigos ou o francês que sai das trincheiras escondido para andar pelas estradas nos arredores. É claro que o casal foi preterido para forçar a mensagem de que a arte pode unir as nações, mas só a cena em que cada grupo de soldados fica a ouvir as músicas típicas de cada país de suas trincheiras já funcionaria.

Mesmo assim, a história e a situação são tão extraordinários que não dá para não gostar do filme. E fora a já citada cena das músicas, Feliz Natal ainda consegue incluir cenas fantásticas como a missa da noite de natal, e as decisões tomadas depois da celebração do natal, quando os inimigos começam a se ajudar dos bombardeios e combinam cessar-fogo para enterrarem seus mortos. E seu desfecho melancólico tem um impacto tão forte que dá para ignorar facinho seus defeitos e chegar a conclusão de que assistimos um grande filme.

NOTA: 8,5

PS: Depois de assistir esse Feliz Natal, o Feliz Natal de Selton Mello me soou ainda mais arrogante...

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