Chega de Saudade



Uma visão bonita e poética sobre a Terceira Idade, ou a Melhor Idade. Dirigido pela talentosa Laís Bodanzky (de Bicho de Sete Cabeças), Chega de Saudade se passa em um baile, onde acompanharemos a história de diversos personagens: a viúva que vai lá pela primeira vez; o casal briguento que não pode dançar, já que o marido está com a perna machucada; o tiozão malandrão que resolve dar em cima da moça mais nova; a tiazona poderosa e etc.

Interpretando Álvaro com talento, Leonardo Villar é o destaque absoluto da projeção, e tanto que a melhor cena do filme é aquela em que ele se imagina dançando sozinho e aplaudido no meio de todos, que gera uma bela rima visual com seu desfecho. Aliás, todo o elenco dá um verdadeiro show, com exceção do sempre mala Paulo Vilhena que transforma não apenas seu personagem como o próprio casal do personagem na trama mais irritante da história.

Incluindo detalhes divertidos em meio as situações, como os garçons que não servem apenas cerveja, mas também remédios, incluindo um aparelho para medir pressão no bar, Chega de Saudade conta ainda com a fotografia sempre inspirada de Walter Carvalho (apesar de ele continuar com a mania chata de brincar com o foco em closes), e um dos melhores roteiros produzidos nos últimos tempos. É um pequeno filme sobre um grande tema, e melhor, feito de coração.

NOTA: 9

0 comentários:

Real Time Web Analytics