Os Donos da Noite







James Gray é um dos grandes diretores subestimados dos dias de hoje. Depois do ótimo e pouco visto Caminho Sem Volta, ele realizou este Os Donos da Noite que lida com temas bem parecidos: família e violência. Esta obra também tem os mesmos problemas da anterior, que é algumas falhas na narrativa em que o filme parece ficar parado por tempo demais no meio da história e, principalmente o final abrupto demais.

Mesmo assim, Os Donos da Noite é um filme exemplar. Contando a típica história do cidadão dividido entre dois mundos conflitantes (no caso, um filho de policiais envolvido na máfia russa), o roteiro consegue surpreender de maneira sempre positiva como lida de forma econômica e inteligente com seus personagens em meio as situações. Vale dizer que Joaquin Phoenix e Mark Wahlberg, dois ótimos atores surpreendem e encontram suas melhores atuações em muito tempo, especialmente o segundo, que transforma seu personagem no terceiro ato no mais dramático da história.

A direção de Gray é intrigante e de forte personalidade: basta observar a maneira como ele contrasta as duas cerimônias no início do filme, na boate e em seguida na condecoração da polícia para observar que o diretor sabe muito bem o que está fazendo. Fora isso, ele cria uma perseguição de carros memorável, numa cena impactante.

Os Donos da Noite pode não parecer tudo isso no início, mas é um destes filmes que segue num "crescendo" forte e quase insuportável, e mesmo que no final force um pouco a barra para resolver a trama, ainda assim é uma pequena aula de cinema que passou meio despercebida.

NOTA: 8,5

1 comentários:

Anônimo disse...

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