O Despertar de uma Paixão



Metade dos romances seguem uma mesma fórmula: o casal se odeia, em seguida descobrem coisas em comum e depois percebem que são feitos um para o outro. O Despertar de uma Paixão não trás nenhuma novidade a essa fórmula em si, mas consegue o feito de fazer com que essa fórmula FUNCIONE. A história de amor dos personagens é tão complicada que é difícil imaginar qualquer afeto entre eles, e quando isso acontece, acaba sendo da maneira mais simples e real possível.

Dirigido por John Curran, conta com uma fotografia absurdamente linda e toda a direção de arte perfeita. O elenco, liderado por Edward Norton e Naomi Watts é perfeito, e o único ponto lamentável do filme, é que o roteiro acaba não aproveitando os ótimos personagens secundários. Além disso, é interessante ver como o roteiro mostra toda a complexidade da situação dos ingleses na China (como quando um personagem sugere que até mesmo a presença das freiras católicas tem fundos políticos), mas nunca explora a situação de fato.

Mas o filme se beneficia das chocantes e inesperadas cenas de violência e as cenas do hospital lotado com pessoas morrendo de cólera, e o filme mostra com detalhes a escatologia terríve da doença. E é esta abordagem honesta e humana, tanto da doença e da morte, como do amor, que levam esta obra a um nível maior do que a maioria dos romances de época.

NOTA: 9

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